Requalificado por investidores privados, o agora Hotel Soyo Executivo passa a ter 72 quartos e 115 empregos directos. Governo apresenta o projecto como exemplo do impacto das novas regras de licenciamento no turismo
O município do Soyo, na província do Zaire, tem desde sexta-feira, 25 de Setembro, uma nova unidade hoteleira de quatro estrelas. O Hotel Soyo Executivo resulta da requalificação do antigo hotel conhecido como “Pampa”, que subiu de três para quatro estrelas e reabre com 72 quartos e 76 camas.
O investimento, de iniciativa privada, teve efeito directo no emprego: o número de trabalhadores passou de 33 para 115, um aumento de quase 250%. Segundo o Ministério do Turismo, a reabertura beneficia sobretudo jovens da região e deverá dinamizar actividades ligadas à restauração, aos transportes, ao comércio e aos serviços.
A antiga unidade, situada na zona da Praia dos Pobres, anunciava em plataformas de reservas 48 quartos, o que indica que a requalificação terá acrescentado cerca de duas dezenas de quartos à oferta do hotel.
A inauguração foi presidida pelo governador provincial do Zaire, Adriano Mendes de Carvalho, e contou com o secretário de Estado para a Gestão de Activos e Concessões Turísticas, Josemar Afonso, além de outras entidades e representantes do sector privado.
Procura empresarial em crescimento
O Soyo é um dos principais pólos económicos do Norte de Angola, marcado pela indústria petrolífera e do gás, com destaque para a fábrica da Angola LNG. O movimento de técnicos, empresários e visitantes associado a estes sectores tem mantido a pressão sobre a capacidade de alojamento local, e é a essa procura, a par do turismo, que o novo hotel pretende responder.
Para o Ministério do Turismo, a transformação do antigo hotel mostra como activos turísticos existentes podem ser valorizados e reposicionados para responder a um mercado mais exigente. A tutela defende que é preciso continuar a criar condições para que o investimento privado converta activos e oportunidades em unidades competitivas, emprego e valor económico.
A abertura do hotel coincide com a aplicação do Simplifica Turismo, o programa de desburocratização do sector. Aprovado em Conselho de Ministros em Maio de 2025, o programa introduziu o chamado “licenciamento zero”, que permite aos empreendimentos turísticos iniciar a actividade sem alvará prévio, mediante uma comunicação ao Ministério do Turismo e sob responsabilidade do operador. Em Dezembro de 2025, o Executivo aprovou seis diplomas que concretizaram estas medidas, incluindo o fim da renovação dos alvarás a cada três anos, que passaram a ter validade ilimitada.
O Governo enquadra o reforço da oferta hoteleira no Zaire na estratégia de colocar o turismo no centro da diversificação da economia angolana, estimulando a iniciativa privada e promovendo um sector capaz de gerar rendimento para as comunidades locais.