Os ministros da Energia dos países do G20 continuam reunidos em Houston, no Texas, num encontro que decorre entre segunda e quarta-feira desta semana, sob o lema da “abundância energética” defendido pelos Estados Unidos. Washington assegura este ano a presidência rotativa do grupo e organiza a cimeira antecedendo uma reunião de líderes que o Presidente norte-americano, Donald Trump, vai convocar em Dezembro, em Miami.
O encontro reúne delegações das maiores economias do mundo, incluindo China, Índia, Japão e Alemanha, com a participação também de grandes produtores de petróleo, como o Canadá e a Arábia Saudita. Entre os presentes está uma delegação russa, composta por representantes dos ministérios da Energia, dos Negócios Estrangeiros e dos Recursos Naturais da Rússia, segundo confirmou o diplomata Marat Berdyev, encarregado das questões relacionadas com o G20 junto de Moscovo.
A presença russa surge poucas semanas depois de a participação do ministro das Finanças russo, Anton Siluanov, numa reunião do G20 financeiro ter causado desconforto entre vários participantes. A confirmação da presença de Moscovo em Houston foi feita através do Telegram, no fim de semana anterior ao arranque do encontro.
A cimeira acontece num contexto de múltiplas tensões nos mercados energéticos globais. Nos Estados Unidos, o preço do gasóleo atingiu esta semana um recorde acima dos seis dólares por galão, enquanto o Irão mantém em grande parte encerrado o Estreito de Ormuz ao tráfego de petróleo e gás natural, no âmbito do conflito em curso entre Washington e Teerão. Paralelamente, a União Europeia enfrenta dificuldades para reduzir a sua dependência do petróleo e do gás russos, com as reservas de gás em níveis invulgarmente baixos à aproximação do inverno. A crescente construção de centros de dados nos Estados Unidos tem ainda colocado pressão adicional sobre o abastecimento energético do país.