A ACREP – Exploração Petrolífera fechou 2025 com um prejuízo de 3,9 milhões de dólares, penalizada sobretudo pela forte redução da produção de petróleo, de acordo com o relatório e contas da empresa.
A produção caiu 47%, de 219.456 barris em 2024 para 115.500 barris no ano passado. A quebra reflectiu-se directamente nas receitas, que recuaram cerca de 80%, passando de 15,1 milhões para aproximadamente três milhões de dólares.
O desempenho operacional também se deteriorou, com a empresa a registar um resultado operacional negativo de 5,2 milhões de dólares. A redução das receitas ocorreu apesar dos esforços para conter os custos de exploração.
Em contrapartida, a ACREP aumentou significativamente os investimentos em actividades de pesquisa e desenvolvimento. Os recursos aplicados nesta área cresceram 290%, para 19,8 milhões de dólares, numa tentativa de recuperar a produção e reforçar a capacidade operacional.
O resultado de 2025 prolonga o período de dificuldades financeiras da petrolífera angolana, que procura agora inverter a tendência através de novos projectos de exploração e da recuperação da produção nos seus activos petrolíferos.
Para este ano de 2026, a empresa previu intensificar as actividades de exploração e reabilitação nos blocos de Cabinda Norte e Cabinda Sul, com o objectivo de aumentar as reservas e melhorar os níveis de produção.