Política 

Executivo no terreno. Ministros acompanham investimentos na Huíla e nas Águas de Luanda

José de Lima Massano visita projectos agroindustriais na Huíla, enquanto João Baptista Borges constata avanço das obras do Quilonga Grande, um dos maiores investimentos do país no sector das águas

O Governo angolano esteve, esta quinta-feira, em duas frentes distintas do território nacional, com dois ministros de Estado a acompanhar de perto a execução de projectos estruturantes que o Executivo considera prioritários para o desenvolvimento económico e social do país — um sinal da aposta continuada em investimentos de impacto directo na vida das populações, da industrialização agroalimentar ao abastecimento de água potável.

O ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, cumpriu uma agenda de trabalho na província da Huíla, com foco no acompanhamento de projectos estruturantes inseridos nos programas de desenvolvimento promovidos pelo Executivo.

De acordo com o programa da visita, o governante reuniu-se com o Governo Provincial da Huíla para avaliar o ponto de situação dos projectos do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM) e do Programa de Investimento Público (PIP). A agenda incluiu ainda uma visita ao local onde está a ser instalada uma infraestrutura industrial destinada à conservação e congelação de frutas, iniciativa que visa reforçar a cadeia de valor do sector agroalimentar.

No município da Chibia, situado a cerca de 50 quilómetros a sul da cidade do Lubango, José de Lima Massano inaugurou a fábrica de processamento e beneficiamento de sementes da empresa Jardins da Yoba. O programa contemplou igualmente visitas às instalações da Quavi, dedicada à produção e abate de carne suína, e da STI Melat Agropecuária, empresa especializada na produção de leite e seus derivados.

A deslocação enquadra-se na estratégia do Executivo de acompanhar de perto a implementação de investimentos com impacto no desenvolvimento económico, na industrialização e na criação de emprego na província da Huíla — uma agenda que reforça o esforço mais amplo de diversificação da economia angolana, através da valorização de cadeias produtivas agroindustriais em diferentes regiões do país.

Borges constata avanço das obras do Quilonga Grande

Também esta quinta-feira, o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, realizou uma visita de constatação às obras do Projecto Quilonga Grande, para avaliar o grau de execução da empreitada e acompanhar o cumprimento do cronograma dos diferentes lotes da infraestrutura.

A visita contou com a participação do governador da província de Luanda, Luís Nunes, do governador da província do Icolo e Bengo, Auzílio Jacob, do secretário de Estado para as Águas, António Belsa da Costa, bem como de responsáveis do Ministério da Energia e Águas, da EPAL, entidades fiscalizadoras e empresas empreiteiras. Durante a deslocação, a comitiva analisou os principais desafios técnicos para a conclusão do projecto, considerado um dos maiores investimentos do Executivo no sector das águas.

De acordo com o Ministério da Energia e Águas, o Projecto Quilonga Grande terá capacidade para produzir 518 mil metros cúbicos de água por dia, beneficiando cerca de cinco milhões de habitantes das províncias de Luanda e Icolo e Bengo. A infraestrutura contempla ainda uma rede de distribuição de aproximadamente 3.500 quilómetros e cerca de 170 mil ligações domiciliárias, reforçando o abastecimento de água potável às duas províncias.

Um dia, duas frentes, o mesmo compromisso

As duas deslocações governamentais, realizadas em simultâneo em pontos distintos do país, ilustram bem a lógica de acompanhamento directo que o Executivo angolano tem procurado imprimir à execução dos seus principais programas de investimento — do desenvolvimento agroindustrial no Sul do país à expansão das infraestruturas de abastecimento de água na capital e arredores. Com estas visitas, o Governo reafirma o compromisso de expandir o acesso a serviços essenciais, melhorar a qualidade de vida das populações e promover o desenvolvimento económico sustentável em diferentes regiões de Angola, alinhando a fiscalização directa no terreno com as metas traçadas nos seus planos de investimento público.

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