É já depois de amanhã, domingo, dia 26, em Rabat, capital de Marrocos, que tem início o arranque do WAFCON 2026 (Campeonato Africano das Nações Feminino), a maior prova entre selecções do continente na categoria feminina. O jogo de abertura será entre Marrocos e o Quénia. A competição termina a 16 de Agosto com a final também em Rabat.
O WAFCON 2026 será um torneio histórico, já que, pela primeira vez, contará com 16 selecções, em vez das habituais 12. A competição irá decorrer em quatro estádios distribuídos por Rabat, Casablanca e Fez.
Cabo Verde, que faz a sua estreia na prova, é a única representante da África lusófona com os seus jogos agendados para 29 de Julho com o Gana, 2 de Agosto com os Camarões e 6 de Agosto contra o Mali.
Eis a composição dos grupos:
Grupo A: Marrocos, Argélia, Senegal e Quénia.
Grupo B: África do Sul, Costa do Marfim, Burquina Faso e Tanzânia.
Grupo C: Nigéria, Zâmbia, Egipto e Malawi.
Grupo D: Gana, Camarões, Mali e Cabo Verde.
Esta edição também tem uma relevância particular uma vez que serve de qualificação para o Mundial Feminino de 2027, no Brasil. As quatro selecções que chegarem às meias-finais garantem presença no Mundial, enquanto as derrotadas dos quartos de final disputam um “play-off” para decidir quais vão ao torneio de repescagem intercontinental.
A actual campeã é a Nigéria, que conquistou o título na edição anterior que se disputou entre 5 e 26 de julho de 2025, em Marrocos, devido a um adiamento no calendário. Apesar de ter sido disputada em 2025, manteve oficialmente a designação WAFCON 2024.
Na final, a Nigéria venceu o Marrocos por 3–2, depois de estar a perder por 2–0 ao intervalo. Com este triunfo, as Super Falcons conquistaram o seu 10.º título continental, reforçando o estatuto de seleção mais titulada de África.
Quais as selecções favoritas?
Com base no historial recente, nos rankings africanos e na qualidade dos plantéis, as principais favoritas ao WAFCON 2026 são:
Nigéria – É a grande favorita. É a campeã em título, a selecção mais bem-sucedida da história da competição e continua a ser a equipa mais bem classificada em África. Destacam-se a guarda-redes Chiamaka Nnadozie e a capitã Rasheedat Ajibade.
Marrocos – Anfitriã do torneio, foi finalista nas duas últimas edições e tem investido fortemente no futebol feminino. É treinada por Jorge Vilda, campeão do mundo com a Espanha em 2023.
África do Sul – Campeã africana em 2022 e vice-campeã em 2025. Continua a ser uma das seleções mais fortes do continente sob o comando de Desiree Ellis.
Gana – Regressa em boa forma após o terceiro lugar na edição anterior e procura voltar a disputar o título.
Zâmbia – Tem uma das maiores estrelas do futebol africano, Barbra Banda, eleita Futebolista Feminina do Ano em 2024. Apesar do potencial, terá de superar adversárias mais experientes para chegar à final.
Prize Money foi dobrado
Quanto ao prémio monetário, a CAF aumentou significativamente os valores:
Para a selecção campeã há 2 milhões de dólares (o dobro da edição anterior). Para a vice-campeã 750 mil dólares. Só pela participação cada selecção recebe 150 mil USD. O total de prémio é a 5,8 milhões de USD.