Política 

Candidatos à liderança da ONU debatem hoje na TV

Os seis candidatos ao cargo de secretário-geral da ONU participam hoje, quinta-feira, dia 23, num debate televisivo no plenário da Assembleia-Geral, iniciativa que abre o processo de selecção do substituto de António Guterres a uma audiência global.

O debate está a ser organizado pela presidente da Assembleia-Geral das Nações Unidas, a alemã Annalena Baerbock, com o apoio da empresa de comunicação Bloomberg, cujos jornalistas Haslinda Amin e Romaine Bostick ficarão responsáveis pela moderação do evento.

Intitulado o “Debate Público da ONU: O Próximo Secretário-Geral”, o evento terá a duração de 90 minutos, com o início marcado para as 17h00 locais (22h00 em Luanda).

“O debate televisivo de 90 minutos marca o primeiro debate público das Nações Unidas com candidatos a secretário-geral numa década, revitalizando uma importante plataforma para a transparência, prestação de contas e participação pública na selecção do próximo líder da Organização”, indicou o gabinete de Annalena Baerbock em comunicado.

“Transmitido em directo e globalmente a partir do Salão da Assembleia-Geral em Nova Iorque, o debate público da ONU levará pessoas de todo o mundo ao coração das Nações Unidas num momento crucial para o multilateralismo”, acrescentou.

Quatro mulheres e dois homens

São candidatos ao cargo a antiga presidente chilena Michelle Bachelet, o director-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, a ex-vice-presidente da Costa Rica Rebeca Grynspan, o ex-presidente senegalês Macky Sall, a antiga ministra dos Negócios Estrangeiros do Equador María Espinosa Garcés e a diplomata da Guiana Carolyn Rodrigues Birkett.

No debate, os seis candidatos apresentarão as suas visões para o futuro da Organização e responderão a perguntas de jornalistas e do público sobre os desafios mais urgentes que a comunidade internacional enfrenta.

O debate será transmitido em directo pela UN Web TV, assim como nas plataformas e canais da Bloomberg.

“Num mundo cada vez mais fragmentado, as Nações Unidas precisam não só de um administrador-chefe excepcional que torne a Organização adequada ao século XXI, mas também da liderança e integridade de alguém disposto a defender vigorosamente a Carta da ONU e todos os seus três pilares”, defendeu Annalena Baerbock.

A próxima pessoa a chefiar o Secretariado das Nações Unidas vai iniciar o mandato de cinco anos a 1 de Janeiro de 2027, sucedendo ao antigo primeiro-ministro português António Guterres.

Em consonância com uma tradição de rotação geográfica, nem sempre observada, a posição de secretário-geral da ONU está a ser reivindicada pela América Latina.

Muitos países também defendem que uma mulher deve ocupar o cargo pela primeira vez nos 80 anos de história da ONU.

Contudo, a decisão final pertence aos 15 membros do Conselho de Segurança da ONU (cinco permanentes e dez não-permanentes), que devem iniciar o processo de seleção até ao final deste mês. Na prática, a decisão poderá estar finalizada entre Agosto e Outubro.

Espera-se que no final deste ano a Assembleia-geral da ONU formalize a nomeação, mas a data ainda não foi fixada.

Recorde-se que António Guterres assumiu a liderança da ONU em Janeiro de 2017, tendo sido reconduzido para um segundo mandato de cinco anos, que termina no final deste ano.

Relacionadas

Principais Marcos na actividade do Grupo Carrinho

1993 – Fundação e Origem na Restauração Dona Leonor Carrinho

Primeiro Fórum Empresarial Austrália/ Angola

Angola é um destino seguro e recomendável para o Investimento

Uma gestora angolana vai a Londres vender a ideia de

A Ohuasi Investment vai representar, sozinha, o mercado de capitais