Economia

Governo angolano vai construir Centro de Convenções Convex Mirabilis na ZEE do Icolo e Bengo

O ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira, anunciou, na abertura da 41.ª edição da FILDA, que o Governo vai construir na Zona Económica Especial do Icolo e Bengo um Centro de Convenções e Exposições Permanentes, o Convex Mirabilis, com o objectivo de transformar Angola num pólo de referência para exposições comerciais em África e reforçar o papel do país na implementação da Zona de Comércio Livre Continental Africana.

O Governo angolano vai construir, nos próximos tempos, um Centro de Convenções e Exposições Permanentes, denominado Convex Mirabilis, a erguer na Zona Económica Especial (ZEE), na província do Icolo e Bengo. O anúncio foi feito esta terça-feira pelo ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira, durante a cerimónia de abertura da 41.ª edição da Feira Internacional de Angola (FILDA).

Segundo o governante, a futura infraestrutura deverá constituir a “casa das exposições comerciais de Angola” e contribuir para posicionar o país como um espaço de referência na realização de exposições e na promoção da produção africana.

Rui Miguêns de Oliveira explicou que o objectivo do empreendimento é transformar Angola num centro de exposições comerciais capaz de acolher participantes de diferentes países africanos, permitindo a apresentação de produtos e serviços, bem como a integração das economias do continente nas cadeias globais de produção, transformação e comercialização.

O ministro sublinhou ainda que o espaço deverá permitir aos empresários angolanos apresentar ao continente e ao resto do mundo as suas capacidades e o potencial de produção nacional.

Angola quer papel de destaque na Zona de Comércio Livre Continental Africana

O governante afirmou que Angola está preparada para assumir um papel de destaque no desenvolvimento do continente africano e para participar activamente no processo de implementação da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA), defendendo que o país reúne condições, energia e vontade para enfrentar este desafio.

Rui Miguêns de Oliveira destacou o papel dos micro, pequenos, médios e grandes empresários na transformação da economia nacional e no contributo para o desenvolvimento da região e do continente, adiantando que a estratégia do Executivo passa também por garantir que a produção nacional seja capaz de competir nos mercados internacionais — em linha com o lema da presente edição da FILDA, “Produzir e inovar localmente, vencer internacionalmente”.

Para o ministro, a diversificação da economia angolana exige o aumento da produção nacional, com a contribuição de empresários angolanos e de investidores estrangeiros, mas também a capacidade de acompanhar os desafios do presente e do futuro através da inovação.

FILDA 2026 reúne mais de dois mil expositores

A Feira Internacional de Angola é a maior bolsa de negócios do país e uma das principais plataformas de promoção económica da região. Sob o lema “Produzir e inovar localmente, vencer globalmente”, a edição deste ano conta com a participação de 2.348 expositores nacionais e estrangeiros, reafirmando-se como espaço de promoção da produção nacional, da inovação, da internacionalização das empresas e da atracção de investimento para o país.

Com mais de 40 anos de história, a FILDA acompanha a evolução do tecido empresarial angolano e afirma-se como ponto de encontro privilegiado entre empresas, investidores, instituições e decisores.

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