Uma plataforma para identificar e mapear famílias em situação de vulnerabilidade e reforçar as políticas socioeconómicas, denominada “Cadastro Social Único (CSU)”, foi lançada esta segunda-feira, em Luanda, pelo Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher (MASFAMU).
O lançamento da iniciativa contou com a presença da Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, e do ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, e visa reforçar a capacidade do Estado de melhorar a coordenação e avaliação das políticas públicas com base em informação fiável e integrada.
O Cadastro Social Único vai funcionar como uma base de dados centralizada para gerir e direccionarapoios, programas e projectos sociais, bem como para a promoção da inclusão social.
A plataforma vai reunir, organizar e integrar informação social relevante sobre famílias em situação de vulnerabilidade, permitindo ao Estado ter uma visão mais completa, actualizada e integrada da realidade social do país.
Equipas devidamente capacitadas vão realizar o cadastramento das famílias, recorrendo a ferramentas digitais preparadas para funcionar em diferentes contextos, com ou sem ligação permanente à internet.
No cadastramento serão recolhidas informações sobre condições socioeconómicas, educação, saúde, habitação e outras dimensões fundamentais para a protecção social, através de mecanismos de validação, georreferenciação, biometria, reconhecimento facial e validação documental.
Após a validação, cada cidadão nacional passa a estar associado a um registo único no CSU.
De acordo com o MASFAMU, o CSU servirá como um instrumento para tornar a acção social mais próxima, mais eficiente e mais organizada, permitindo a articulação entre programas sociais, administração local, registos civis, instituições públicas e bases de dados sectoriais.
O Ministério refere ainda que cada instituição mantém as suas competências e responsabilidades, mas passa a contribuir para uma visão comum e mais completa da realidade social de Angola.