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Olé! Espanha é campeão do mundo. A vitória do método sobre a fúria, aplaudida pela imprensa mundial

A ‘Roja’ venceu a Argentina de Messi por 1-0, com um golo de Ferran Torres no prolongamento, e conquistou o seu segundo Mundial. Os jornais espanhóis não pouparam nos elogios, mas o reconhecimento à superioridade da equipa de Luis de la Fuente estendeu-se à imprensa argentina e a órgãos de referência em todo o mundo.

Espanha sagrou-se campeã do Mundo pela segunda vez na sua história, ao vencer a Argentina por 1-0, na final disputada no MetLife Stadium, com um golo de Ferran Torres já no prolongamento, aos 106 minutos. Depois de 104 jogos em três países ao longo de mais de cinco semanas, a 23.ª edição do Campeonato do Mundo masculino terminou com a consagração de uma selecçãoconstruída sobre a posse de bola, o controlo do jogo e a paciência colectiva — em contraste com uma Argentina que, dominada durante praticamente todo o encontro, só conseguiu o primeiro remate à baliza aos 117 minutos.

A Espanha bateu a França de Mbappé nas meias-finais, por 2-0, e superou depois, na final, uma resistência argentina cada vez mais nervosa: o médio Enzo Fernández acabou expulso por acumulação de amarelos perto do final do tempo regulamentar, e Leandro Paredes e Nahuel Molina protagonizaram lances de má disciplina na parte final da partida. Rodri, capitão da equipa e médio do Manchester City, foi distinguido com a Bola de Ouro do torneio, o jovem central do Barcelona Pau Cubarsilevou o prémio de melhor jovem jogador, e o guarda-redes Unai Simon arrecadou a Luva de Ouro. Com este título, Espanha torna-se a primeira selecção a deter, em simultâneo, os títulos mundiais masculino e feminino, juntando-se ao troféu europeu conquistado em 2024.

A imprensa espanhola rende-se à “segunda estrela”

A conquista dominou as primeiras páginas dos jornais espanhóis esta segunda-feira. O Marca titulou a vitória como “Os reis de todos os tempos”, enquanto o AS preferiu evocar o paralelismo com a final de 2010 — também resolvida por 1-0 no prolongamento, então com um golo de Iniesta — com o título “Como da primeira vez”. O Mundo Deportivo optou por “A segunda estrela”, e o Sport resumiu o triunfo como uma “dentada do Tubarão”, em referência à alcunha de Ferran Torres. Entre os generalistas, o El Mundo tituló “Espanha campeã do mundo”, o ABC escolheu “Espanha invencível”, e o La Razón assinalou tanto o golo decisivo como o domínio da equipa com “Ferran baixa a segunda estrela”. Já o La Vanguardia comparou directamente o autor do golo ao herói de 2010, com o título “Ferran Torres disfarça-se de Iniesta”.

Reconhecimento também em Buenos Aires e no resto do mundo

Ainda que com a habitual reserva quando se trata de reconhecer o adversário, a imprensa argentina admitiu a superioridade espanhola, com vários órgãos a assumirem que a sua selecção “foi superada” pela Roja. Nas coberturas internacionais, o francês L’Équipebaptizou a equipa de Luis de la Fuente como “os novos reis”, enquanto a britânica BBC Sport recolheu opiniões unânimes de comentadores a considerar positivo, para o futebol em geral, que tenha sido a Espanha a vencer. O alemão Bild descreveu um jogo “longo e disputado” que a Roja acabou por resolver a seu favor, e o norte-americano New York Times classificou o desempenho argentino como “decepcionante”, assinalando também o fim da carreira de Messi em Mundiais. O português A Bola resumiu o resultado como uma humilhação da Argentina, recordando que a Espanha se tornou a primeira selecção europeia a somar dois títulos mundiais neste século.

“Um encontro com a história”

Para o seleccionador Luis de la Fuente, de 65 anos, o triunfo culmina um percurso que começou nas selecções jovens espanholas, que orientou durante nove anos antes de assumir a equipa principal. “Nunca imaginei nada assim”, disse aos jornalistas após a conquista, recordando que sempre trabalhou onde quis estar e que nada disto seria possível sem os jogadores que formou ao longo do processo. Antes da final, De la Fuente tinha resumido a mensagem que deixou ao balneário: “Temos um encontro com a história — e queremos ser os primeiros a chegar lá”.

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