A 6.ª edição da Conferência Angolana de Compliance (CAC 2026) reuniu esta quinta‑feira, 16 de julho, em Luanda, representantes do Executivo, reguladores, empresas e especialistas para debater o papel estratégico do compliance no reforço das instituições e na competitividade da economia angolana.
Promovida pela NF‑CONFOJUR, a conferência decorreu sob o tema “Compliance como Instrumento de Soberania e Competitividade Nacional”, num momento em que o país aprofunda reformas estruturantes no combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo, alinhadas com compromissos internacionais.
Na abertura, a diretora‑geral da NF‑CONFOJUR, Nádia Feijó, defendeu uma mudança de paradigma na forma como o compliance é encarado pelas instituições públicas e privadas. “Chegou o momento de iniciarmos uma discussão mais ampla e estratégica sobre a relação entre compliance e desenvolvimento económico, entre integridade institucional e atração de investimento de qualidade, entre transparência e a nossa própria soberania nacional”, afirmou.
Nádia Feijó sublinhou que o compliance deve deixar de ser visto como mera obrigação regulamentar, passando a ser entendido como infraestrutura institucional indispensável ao crescimento sustentável de Angola.
Durante o encontro, foram debatidos temas como Beneficiário Efectivo, Transparência Societária, boas práticas na contratação pública e os desafios da indústria extractiva, áreas consideradas essenciais para reforçar a confiança dos investidores e consolidar um ambiente de negócios mais transparente.
A conferência reafirmou-se como o principal fórum nacional dedicado à integridade, ética, governação e conformidade, promovendo o diálogo entre os setores público e privado.
Livro infantil leva valores de integridade às novas gerações
Um dos momentos marcantes da CAC 2026 foi o lançamento do livro infantil “Compliance na Raiz”, iniciativa da NF‑CONFOJUR que pretende aproximar as crianças dos valores da ética, transparência e cidadania responsável.
“A integridade de uma nação planta-se de geração em geração”, destacou Nádia Feijó, defendendo que o compliance mais duradouro nasce “na raiz do carácter de um povo”.
Com esta obra, a organização reforça o compromisso de promover uma cultura de integridade que ultrapassa o universo empresarial, envolvendo também a educação e a formação cívica das futuras gerações.