Economia

Angola reitera ambição de ser o segundo maior produtor mundial de diamantes até 2030

O Governo reiterou, em Singapura, a ambição de o país ascender à posição de segundo maior produtor mundial de diamantes até 2030, uma meta que, segundo o secretário de Estado para os Recursos Minerais, Jânio Corrêa Victor, será sustentada por reformas estruturantes, pela atracção de investimento e por parcerias estratégicas com empresas de referência internacional. A mensagem foi transmitida durante o 41.º Congresso Mundial do Diamante da Federação Mundial das Bolsas de Diamantes (WFDB).

Segundo um comunicado do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET), Jânio Corrêa Victor destacou que o país é actualmente o terceiro maior produtor mundial de diamantes, em volume e valor, e reafirmou o compromisso de Angola com uma indústria diamantífera assente na transparência, na sustentabilidade e na geração de valor para as comunidades.

Jânio Corrêa Victor apontou a mina do Luele, na Lunda Sul, como a principal impulsionadora do crescimento da produção diamantífera nacional, e destacou ainda o potencial da futura mina do Chiri, também na Lunda Sul, resultante da parceria entre a Endiama e a mineira britânica Rio Tinto — que detém 75% do empreendimento, contra 25% da empresa pública angolana. Formalizada em Abril deste ano, a Sociedade Mineira do Chiri explora aquele que é considerado o terceiro maior quimberlito do país, atrás apenas do Luaxe e da Catoca, e deverá elevar a produção nacional muito acima dos actuais 15 milhões de quilates anuais.

O secretário de Estado reafirmou também o compromisso de Angola com a transparência e a rastreabilidade da cadeia de valor do diamante, evidenciado pela participação no Processo Kimberley, pela adesão à Iniciativa para a Transparência nas Indústrias Extractivas (ITIE) e pela parceria com o Instituto Gemológico da América (GIA). “Um diamante extraído em Angola, certificado pelo Processo Kimberley, verificado pela ITIE, transaccionado através da Bolsa de Diamantes de Angola e comercializado por um membro da WFDB representa uma cadeia de valor e custódia que nenhuma alternativa sintética pode replicar. Angola está empenhada em construí-la, protegê-la e partilhá-la com todos os membros desta Federação. Aguardamos com expectativa uma parceria duradoura”, afirmou.

O impacto social dos diamantes naturais foi outro dos temas centrais da intervenção do governante, que destacou o contributo do sector para o emprego, a formação profissional e o desenvolvimento das comunidades produtoras, realçando o papel da Fundação Brilhante e do Pólo de Desenvolvimento do Diamante de Saurimo na criação de valor acrescentado e na transformação local dos diamantes. No plano comercial, Jânio Corrêa Victor apontou a Sociedade de Comercialização de Diamantes de Angola (Sodiam) como um instrumento estratégico para reforçar a rastreabilidade e a transparência na comercialização dos diamantes angolanos, tendo reiterado ainda o compromisso do país com o Acordo de Luanda, através da contribuição de 1% das receitas de diamantes brutos para a promoção internacional do diamante natural.

Ao encerrar a intervenção, o secretário de Estado convidou a comunidade diamantífera mundial a participar na Conferência Internacional de Minas e Diamantes, que se realizará em Luanda em Novembro, reafirmando o compromisso do país com uma indústria mais transparente, sustentável e geradora de desenvolvimento.

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