Mercados Financeiros

Fim do “período de silêncio” traz chuva de recomendações de compra para a SpaceX

Terminou o “período de silêncio” relativo à SpaceX, no qual os 23 bancos de investimento envolvidos na oferta pública inicial (IPO) da tecnológica não podiam publicar as suas análises. As primeiras avaliações começaram já a ser divulgadas: Goldman Sachs, UBS e Morgan Stanley pronunciaram-se e têm todos recomendações positivas para as acções da SpaceX.

O Goldman Sachs faz uma recomendação de “comprar” e aponta a um preço-alvo de 205 dólares por acção para os próximos 12 meses. A UBS também recomenda “comprar” os títulos da tecnológica, responsável pelo maior IPO de sempre, colocando o “price target” um pouco acima, nos 210 dólares.

Já o Morgan Stanley identifica as acções como “overweight/attractive”, uma recomendação de investimento com um peso superior aos pares na carteira do investidor — já que a “sobreponderação” significa que a acção deve ter um peso acima da média nessa carteira. O banco acaba por destacar-se ao antecipar um preço-alvo de 300 dólares por acção, o melhor “target” atribuído à SpaceX até agora, acima da média das casas de investimento. A mais optimista de todas foi mesmo a Raymond James, que iniciou a cobertura com uma recomendação de “compra forte” e um preço-alvo de 800 dólares.

Das 34 recomendações de casas de investimento a que a Bloomberg teve acesso, 28 recomendam “comprar”, cinco recomendam “manter” e apenas uma recomenda “vender”. Já das 30 casas de investimento que fazem recomendações de “target”, o preço-alvo médio para os próximos 12 meses é de 236 dólares, o que representa um potencial de valorização de 47,1% face ao preço de fecho de segunda-feira, nos 160,42 dólares por título.

A SpaceX foi a maior oferta pública inicial (IPO) da história financeira, angariando 75 mil milhões de dólares junto dos investidores, com um preço de abertura de 135 dólares por acção. A empresa começou a ser oficialmente negociada no NasdaqGlobal Select Market a 12 de Junho, entrando a valer 1,77 biliões de dólares.

Acabado o “período de silêncio” obrigatório para os bancos de investimento envolvidos no IPO, os investidores podem esperar agora uma avalancha de comentários de analistas e o início da cobertura da acção, o que poderá aumentar a volatilidade — tanto para cima como para baixo.

A subscrição da oferta para a entrada em bolsa foi liderada pelo Goldman Sachs, Morgan Stanley, Bankof America, Citigroup e JPMorgan Chase, com a participação de mais 18 bancos de várias geografias, como o Barclays, Deutsche Bank, UBS, SociétéGénérale, ING ou BTG Pactual.

Esta terça-feira foi também o dia em que a SpaceXpassou a integrar o índice Nasdaq 100, apenas um mês depois da estreia em bolsa — uma das entradas mais rápidas de sempre no índice, muito por conta das regras revistas do Nasdaq para empresas recém-cotadas. Mas, com toda a volatilidade recente no sector tecnológico, que tem abalado muitas das grandes “big tech”, a empresa de foguetões, satélites e inteligência artificial de Elon Musk acabou por fazer a sua estreia neste índice com uma queda de 5,4%, aprofundando um recuo de 28% face ao máximo histórico atingido nos dias seguintes ao IPO.

 

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