Ciência & Tecnologia

Angola inaugura Parque de Ciência e Tecnologia de Luanda com apoio de 100 milhões de dólares do BAD

O Governo e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) inauguraram o Parque de Ciência e Tecnologia de Luanda (Luanda Tech), no âmbito de um Projecto de Ciência e Tecnologia (STDP) no valor de 100 milhões de dólares.

O projecto equipou 54 laboratórios científicos em 18 escolas secundárias, formou mais de 1.500 docentes, investigadores e técnicos, financiou 73 projectos de investigação — quase um terço atribuídos a mulheres —, concedeu 161 bolsas de estudo em universidades internacionais e apoiou o percurso escolar de 1.204 raparigas de meios desfavorecidos em áreas científicas.

Na cerimónia de inauguração, o Presidente João Lourenço sublinhou que o parque “surge no momento certo”, salientando que um país que quer desenvolver-se tem de dar atenção à ciência e à tecnologia. “Queremos que esta infraestrutura se torne um ponto de encontro entre o meio académico, a investigação científica, as empresas e os jovens empreendedores. É através do conhecimento, da inovação e da capacidade dos nossos jovens que construiremos novas soluções para enfrentar os desafios de Angola”, afirmou.

O representante residente do BAD em Angola, PietroToigo, descreveu a inauguração como “a celebração de uma visão nacional: a visão de uma Angola que investe no conhecimento, capacita a sua juventude e constrói novos motores para a diversificação económica e o crescimento inclusivo”. Toigoadiantou que a parceria está preparada para criar novos corredores tecnológicos nas províncias do país numa segunda fase do projecto, alinhada com o Plano Nacional de Desenvolvimento 2023–2027 e com a visão estratégica do presidente do BAD, SidiOuld Tah, que elege o investimento na juventude, nas competências e no emprego como uma das quatro prioridades-chave da instituição.

O ministro do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia, Albano Lopes Ferreira, classificou a inauguração como “um marco importante na implementação da política nacional de ciência, tecnologia e inovação”, salientando que a infra-estrutura “cria as condições para reforçar a investigação científica, promover a inovação e contribuir para a diversificação económica através do conhecimento e da competitividade”.

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