O crude West Texas Intermediate(WTI) recuava 4,05% para 69,01 dólares por barril, enquanto o Brent — referência para Angola — cedia 4,34% para 71,99 dólares.
Os dois índices de referência registam a descida para os níveis mais baixos desde Fevereiro, com o mercado a manter o optimismo em relação ao trânsito no estreito de Ormuz, apesar da suspensão do plano de evacuação da Organização Marítima Internacional (OMI) na sequência de um ataque a um cargueiro ao largo de Omã.
Antes da suspensão, a OMI anunciou ter permitido que 115 navios e 2.500 marinheiros abandonassem o Golfo Pérsico. “Embora tenhamos interrompido a evacuação, alguns navios continuam a transitar pela parte sul do estreito de Ormuz”, afirmou o secretário-geral da OMI, Arsenio Dominguez, em conferência de imprensa.
O tráfego permanece significativo: 57 navios passaram na quarta-feira — incluindo petroleiros, navios-tanque de gás e embarcações com fertilizantes — e pelo menos outros 42 atravessaram o estreito na quinta-feira, segundo a plataforma de rastreio Kpler. O fluxo é muito superior ao registado durante o período mais intenso da guerra no Médio Oriente e, apesar do ataque de quinta-feira, “o tráfego marítimo continua com poucas interrupções”, o que está a pressionar os preços em baixa, segundo analistas da IG citados pela AFP.
“A libertação dos barris bloqueados criou um excesso de oferta temporário de curto prazo que os mercados físicos precisam de absorver”, explicou Ole Hansen, analista do Saxo Bank. A este factor acrescem reservas de crude elevadas nos mercados físicos, uma procura chinesa ainda abaixo dos níveis pré-guerra e o levantamento, pelos Estados Unidos, das sanções ao comércio de hidrocarbonetos com o Irão. A Arábia Saudita começou também a carregar petroleiros no terminal de Ras Tanura, sinalizando um aumento significativo da produção regional.
O Iraque solicitou, entretanto, à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) um aumento das suas quotas de produção para compensar as perdas sofridas durante o conflito, anunciou o Ministério do Petróleo iraquiano.
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