Mercados Financeiros

Depósitos bancários em Angola atingem novo máximo de 19,4 biliões de kwanzas em 2025

Os depósitos bancários em Angola voltaram a crescer em 2025 e atingiram um novo máximo histórico, apesar das taxas de juro pouco atractivas praticadas pelos bancos. O total de poupanças de famílias e empresas no sistema financeiro chegou aos 19,4 biliões de kwanzas, contra os 17,9 biliões registados no final de 2024, de acordo com os dados apurados na “Banca em Análise 2026” da consultora Deloitte.

Os depósitos a prazo lideraram o crescimento, com um aumento de 10,64% em termos homólogos, passando de 9,5 biliões para 10,5 biliões de kwanzas — mais um bilião de kwanzas face ao ano anterior. Os depósitos à ordem totalizaram 8,9 biliões de kwanzas, representando cerca de 46% do total de depósitos, e cresceram 6% face aos 8,4 biliões de kwanzas registados em 2024.

A taxa média de juro paga pelos bancos sobre os depósitos foi de 7,98% em 2025, de acordo com o Trading Economics.

Numa perspectiva de médio prazo, a taxa de crescimento média anual dos depósitos situou-se em cerca de 6,7% nos últimos cinco anos, abaixo do crescimento da massa monetária (M2) — que mede o dinheiro em circulação na economia e se situou em 7,0% —, o que poderá indicar que uma parte do numerário em poder do público, de instituições e de empresas não foi captada pelo sector bancário.

Em 2025, porém, o crescimento dos depósitos de clientes atingiu 8,6%, em linha com o agregado M2, resultado da expansão de canais alternativos como os Agentes Bancários e os Agentes de Pagamentos, bem como dos esforços de captação por parte dos bancos, através da dinamização de novos produtos e serviços.

 

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