A African Bank of Oman (ABO) vai estruturar e financiar o desenvolvimento do turismo em Angola, recorrendo a capital estratégico de longo prazo proveniente do Golfo Pérsico. O anúncio foi feito esta terça-feira em Luanda pelo CEO da instituição, António Dinis Mendes, num encontro com jornalistas dedicado ao tema “Capital paciente do Golfo: financiar a próxima fronteira do turismo angolano”.
Para o responsável, Angola deve começar pelo turismo de nicho — que não exige grandes infraestruturas de base — e preparar simultaneamente as condições para o turismo de massa. “O turismo de nicho pode começar já hoje, porque não precisa de estradas, basta acesso aéreo a lodges na costa do Namibe, no Iona ou em Okavango-Zambeze. O turismo de massa vem depois, à medida que a infraestrutura de base for financiada e construída”, afirmou.
Dinis Mendes identificou quatro condições essenciais que Angola ainda não garante de forma consistente e que são indispensáveis para atrair turistas: acessibilidade, mobilidade interna, alojamento e acesso a água e energia.
O CEO recordou que o turismo é hoje uma das maiores indústrias do mundo, tendo representado cerca de 10% da economia global em 2024 e sustentado um em cada dez empregos no planeta. Para Angola, cuja economia continua muito dependente do petróleo, o sector surge como uma das vias mais promissoras de diversificação, capaz de criar riqueza e emprego independentes do preço do barril.
O ABO iniciou oficialmente a sua actividade a 31 de Março de 2026. O banco posiciona-se como uma plataforma financeira especializada em comércio internacional e operações transfronteiriças, com foco na atracção de investimento do Médio Oriente para Angola e na estruturação de projectos de grande dimensão em sectores produtivos prioritários.