Mercado & Finanças

BAI visita Opaia Motors e reforça interesse em financiar a indústria automóvel angolana

O Presidente da Comissão Executiva do Banco BAI, Luís Filipe Rodrigues Lélis, visitou as instalações da fábrica de montagem de veículos no Calumbo, numa reunião que aproximou dois pilares do desenvolvimento económico do país: a banca e a indústria.

O Presidente da Comissão Executiva (PCE) do Banco BAI, Luís Filipe Rodrigues Lélis, visitou as instalações da Opaia Motors acompanhado de uma comitiva de administradores, num encontro descrito por ambas as partes como produtivo e estratégico. A reunião centrou-se em temas como o financiamento, o crescimento industrial e o fortalecimento do ecossistema produtivo em Angola.

A Opaia Motors é uma das apostas mais ambiciosas da diversificação económica angolana. Inaugurada em Janeiro de 2026 na Zona Económica Especial do Calumbo, no município de Icolo e Bengo, a unidade industrial representa um investimento de 150 milhões de dólares e tem capacidade para montar 22 mil veículos ligeiros e mil autocarros por ano. A fábrica, implantada numa área de 67 hectares, emprega actualmente 1.500 trabalhadores directos, com perspectiva de atingir 3.500 postos de trabalho a médio prazo.

Durante a visita, a Opaia Motors apresentou a sua capacidade instalada, os processos de montagem — que permitem a conclusão de um veículo em cerca de três horas — e a visão estratégica da empresa para a mobilidade no contexto Angola-África. Do lado do BAI, ficou evidente o interesse em apoiar iniciativas que impulsionem a produção local e a criação de valor no país.

“Foi um encontro muito produtivo entre duas forças essenciais do desenvolvimento económico, a indústria e o sector bancário, onde houve uma troca aberta e construtiva de ideias sobre financiamento, crescimento industrial e o fortalecimento do ecossistema produtivo em Angola-África”, sublinhou a empresa em comunicado.

A aproximação entre o maior banco privado angolano e uma das maiores apostas industriais do país surge num momento em que Angola intensifica os esforços de diversificação da economia, com a indústria automóvel a emergir como sector estratégico — tanto para a criação de emprego qualificado como para a substituição de importações e eventual expansão para mercados regionais.

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