O número de multimilionários em dólares cresceu 7,9% em 2025, para 25,3 milhões de pessoas, com um património que atingiu o recorde de 98,3 biliões de dólares— o maior aumento anual desde 2018, segundo a consultora CapGemini. Os ultra-ricos foram os que mais beneficiaram.
Em África, o aumento do número de particulares com mais de um milhão de dólares disponíveis para investimento fora da sua residência principal (segundo a definição utilizada pela Capgemini) foi de 4,1 %, impulsionado sobretudo pela subida do preço dos metais preciosos. Marrocos foi o país que registou o maior crescimento, de 16,8 %.
O mundo tem mais ricos. Em 2025, o número de multimilionários em dólares cresceu 7,9%, atingindo os 25,3 milhões, enquanto o seu património agregado subiu 8,7% para um recorde de 98,3 mil milhões de dólares, impulsionado pelo bom desempenho dos mercados bolsistas e pelo boom da inteligência artificial, segundo o relatório anual da consultora CapGemini.
Os maiores beneficiados foram os ultra-ricos — aqueles com património líquido superior a 30 milhões de dólares —, cujo património cresceu 9,4%, num universo que já ultrapassa os 250.000 indivíduos. O 1% mais rico concentrou 34,8% do total do património dos multimilionários.
Por regiões, a Ásia-Pacífico liderou o crescimento relativo, com um aumento de 9,4% no número de ricos e de 10,5% no respectivo património. O Japão e a China foram os países com mais novos milionários na região, com 436.000 e 154.000 novos casos respectivamente.
Na América do Norte, o crescimento foi de 9,1%, com os Estados Unidos a registarem o maior aumento em números absolutos do mundo: 736.000 novos milionários, elevando o total para 8,7 milhões — de longe o país com mais ricos no planeta.
Na Europa, o número de milionários cresceu 6,5%, após um recuo em 2024, com destaque para o Luxemburgo (+13,5%) e a Alemanha (+11,1%). França e Reino Unido registaram aumentos mais modestos, de 2,7% e 2,6% respectivamente.
A América Latina ficou-se por um crescimento de apenas 0,3%, penalizada pela incerteza comercial, com o México a destacar-se ligeiramente com um aumento de 1,8% no número de ricos e de 5,4% no seu património.
No Médio Oriente, o número de milionários diminuiu 1,4 % devido à queda do preço do petróleo, mas também aos conflitos na região e às tensões no mercado de trabalho de várias economias do Golfo Pérsico.