O Banco Nacional de Angola recomendou aos bancos que adoptem políticas “prudentes” de gestão de capital e liquidez, depois de constatar um aumento da exposição do sector bancário ao Estado num contexto de incerteza internacional.
O Banco Nacional de Angola (BNA) emitiu um alerta sobre o crescente nível de exposição da banca angolana ao Estado, recomendando às instituições financeiras que reforcem a gestão prudente do capital e da liquidez face à incerteza da conjuntura internacional.
O aviso consta do comunicado da 55.ª reunião do Comité de Estabilidade Financeira (CEF), realizada na segunda-feira, onde o BNA apelou à adopção de medidas que visem “a mitigação dos riscos financeiros e não financeiros” a que o sector se encontra exposto.
Apesar do alerta, o CEF decidiu manter inalterados os principais instrumentos macroprudenciais: a reserva de conservação de capital em 2,5%, a reserva contracíclica em 0% e a reserva para bancos de importância sistémica doméstica.
A reunião avaliou os riscos sistémicos com impacto potencial na estabilidade financeira angolana durante o primeiro trimestre de 2026. O balanço foi, em parte, positivo: o sector demonstrou “resiliência” e registou crescimento da carteira de crédito, melhoria da qualidade dos activos e redução do rácio de incumprimento.
Ainda assim, o aumento da exposição ao Estado motivou a posição cautelosa do regulador, que instou os bancos a não baixarem a guarda perante os riscos do ambiente económico global.