Mercado & Finanças

Angola procura na China o modelo para reformar a sua administração pública

O ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Dionísio Manuel da Fonseca, chegou esta segunda-feira à China para uma visita de trabalho de seis dias dedicada à modernização da administração pública angolana. A deslocação resulta de um convite oficial do Governo chinês e centra-se em três eixos: modernização administrativa, transformação digital e formação de quadros.

O programa é denso. Em Pequim, Dionísio Manuel da Fonseca visitará o centro de serviços administrativos da capital, a Agência de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional da China, o Parque Científico e Tecnológico de Zhongguancun — um dos maiores pólos de inovação tecnológica do mundo — e o Parque Tecnológico da Huawei. A visita inclui ainda uma deslocação a Xangai, onde o ministro passará pela Academia de Quadros de Pudong, conhecida como CELAP, uma das principais instituições chinesas de formação de dirigentes e gestores públicos.

A escolha dos destinos não é neutra: cada paragem corresponde a uma área em que Angola procura aprender com a experiência chinesa, desde a digitalização dos serviços do Estado até à qualificação dos seus funcionários.

A visita insere-se no quadro da cooperação bilateral entre Luanda e Pequim, que nos últimos anos tem vindo a alargar-se para além das áreas tradicionais de infraestruturas e energia, passando a incluir a reforma e modernização do aparelho do Estado.

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