Juvelino Domingos, o administrador executivo do BAI, revelou que mais de 200 mil milhões de kwanzas foram concedidos a particulares através de crédito totalmente digital, com o banco a processar mais de 300 mil pedidos num único ano.
A carteira de crédito do Banco Angolano de Investimentos (BAI) quase duplicou em 2025, ultrapassando 1,7 bilião de kwanzas em termos brutos. Os dados foram revelados pelo administrador executivo da instituição, Juvelino Domingos, durante a IV Angola Banking Conference, organizada pela revista Economia & Mercado em parceria com a PwC.
Segundo o responsável, o financiamento ao sector produtivo foi a principal prioridade: “A indústria transformadora, os sectores agrícolas e do comércio foram os que mais crédito receberam ao longo do ano 2025.” Ainda assim, Juvelino Domingos defendeu que o crédito ao consumo continua a ser indispensável para fechar o ciclo económico. “Se não existir crédito ao consumo, o sector produtivo não consegue realizar aquilo que produz”, afirmou.
Uma parte significativa do crédito concedido em 2025 foi destinada a particulares, com desembolsos superiores a 200 mil milhões de kwanzas, integralmente processados através de canais digitais. “Estes mais de 200 mil milhões de kwanzas concedidos a particulares foram feitos por via de crédito digital, totalmente digital, decorrente do processo de transformação digital que o BAI tem estado a implementar”, explicou o administrador.
A automatização dos processos permitiu ao banco processar mais de 300 mil pedidos de crédito num único ano — um volume que, segundo Juvelino Domingos, seria “quase impossível” de alcançar por meios manuais.