A inauguração da unidade de processamento de óleo vegetal da RAFINOLE – Comércio e Serviços, Lda, avaliada em cerca de 90 milhões de dólares, vai reforçar a capacidade de produção nacional de óleo alimentar e contribuir para o fortalecimento da indústria transformadora em Angola, segundo uma nota de imprensa a que o Mercado teve acesso.
A nova unidade possui capacidade nominal de produção de cerca de 400 toneladas de óleo vegetal por dia, o equivalente a aproximadamente 100 mil toneladas por ano, operando com quatro linhas contínuas de refinação e embalamento. A instalação inclui ainda capacidade industrial para produzir margarinas e gorduras vegetais, estimada em 18 mil toneladas anuais, bem como maionese e outros condimentos, com produção projectada de cerca de 6 mil toneladas por ano.
Durante a cerimónia de inauguração, realizada na segunda-feira, 9 de Março, em Luanda, o Ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns, destacou que o crescimento da produção nacional resulta das políticas económicas adoptadas pelo Executivo, orientadas para a substituição progressiva das importações e para o reforço da indústria transformadora. O acto foi presidido pelo Ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano.
Segundo o governante, o Regime Jurídico de Incentivo à Produção Nacional, aprovado pelo Decreto Presidencial n.º 213/23, de 30 de Outubro, tem desempenhado um papel estruturante no incentivo ao investimento industrial, ao estabelecer mecanismos de apoio aos produtores e instrumentos de regulação das importações, alinhando-as com a produção nacional existente.
Rui Miguêns disse ainda que a produção nacional de óleo alimentar tem registado um crescimento expressivo. Entre Janeiro e Julho de 2024, a produção atingiu cerca de 52 mil quilolitros, um aumento superior a 100% face ao mesmo período de 2023, quando foram produzidos aproximadamente 18 mil quilolitros.
O ministro sublinhou igualmente que o aumento da capacidade industrial instalada no país — actualmente superior a 1.300 toneladas diárias de processamento de óleo vegetal — tem sido impulsionado pela entrada em funcionamento de novas unidades, como a Rafitec, localizada na Boavista, com capacidade para processar cerca de 500 toneladas diárias de óleo de palma, soja e girassol.
Com a entrada da RAFINOLE, o sector passa a contar com mais um operador relevante, juntando-se a empresas como Grupo Carrinho, Sovena, Induve, Grupo Naval e Angoalissar. Segundo o ministro, o aumento da produção interna já contribuiu para uma redução média de cerca de 25% no preço do óleo alimentar no mercado nacional, beneficiando os consumidores.