O Presidente da República, João Lourenço, autorizou a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) a proceder, por ajuste directo, à contratação de serviços de gestão global e controlo de qualidade do projecto da Bacia de Etosha/Okavango, num valor superior a 500 milhões de dólares.
A medida visa assegurar a coordenação técnica e a supervisão especializada dos estudos destinados a avaliar o potencial petrolífero das bacias interiores, consideradas uma nova fronteira de exploração energética em Angola.
O projecto Etosha/Okavango integra a estratégia nacional de diversificação e expansão da base de recursos de hidrocarbonetos, procurando identificar reservas em áreas ainda pouco exploradas e reforçar o conhecimento geológico do território.
Segundo fontes do sector, a contratação permitirá garantir padrões internacionais de qualidade, transparência e eficiência na execução dos estudos, considerados essenciais para atrair investimento e reduzir riscos técnicos nas fases futuras de prospecção e eventual exploração.
A avaliação das bacias interiores surge num contexto em que Angola procura manter a relevância como produtor energético africano, ao mesmo tempo que explora novas oportunidades para sustentar a produção a longo prazo e apoiar a estabilidade das receitas públicas.
Especialistas apontam que os resultados dos estudos poderão influenciar decisões estratégicas sobre futuras concessões, parcerias internacionais e o desenvolvimento de infra-estruturas energéticas no interior do país.