A S&P Global Ratings anunciou a manutenção da classificação da dívida soberana de Angola no nível B-, com perspectiva estável, mas chama a atenção para os desvios orçamentais que podem ocorrer em 2027, ano de Eleições Gerais.
Segundo a agência de notação financeira, o outlook estável “contrabalança a vulnerabilidade do país às condições do mercado, bem como a sua posição fiscal mais fraca e as grandes necessidades de financiamento, com as reservas de moeda estrangeira disponíveis e a expectativa de que as receitas do petróleo devam continuar a ser amplamente favoráveis ao longo do período de previsão”.
Esta é a primeira avaliação do ano — a anterior ocorreu em Agosto de 2025. No relatório, a S&P refere que uma subida da notação poderá ocorrer “se o crescimento económico de Angola for mais substancial e sustentado”, impulsionado por “aumentos estruturais na produção de petróleo e gás ou se os investimentos na capacidade de produção agrícola, industrial ou manufatureira doméstica elevarem a tendência de crescimento per capita” do país.
A agência prevê ainda que os défices orçamentais diminuam para uma média de 3% do PIB em 2026 e 2027. No entanto, alerta que o orçamento fiscal para 2025 é consideravelmente mais expansionista do que nos últimos anos, o que levanta preocupações quanto a possíveis desvios orçamentais.
Apesar disso, o orçamento previsto para 2026 indica que o Ministério das Finanças procura conter a postura fiscal, ainda que esta permaneça relativamente flexível em comparação com o passado recente. A S&P sublinha igualmente a possibilidade de desvios orçamentais antes das Eleições Gerais previstas para 2027.