O presidente e director-executivo do grupo DP World, Sultan Ahmed bin Sulayem, deixou o cargo após a divulgação de e-mails que evidenciam ligações ao predador sexual condenado Jeffrey Epstein, que morreu na prisão em 2019.
Entre os documentos tornados públicos pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, surge o nome do sultão emiradense, com trocas de mensagens entre bin Sulayem e Epstein. As comunicações abordam experiências sexuais e outras interações pessoais.
As revelações pressionaram a reputação da empresa de logística controlada pelo Dubai, com forte presença em Angola, levando à decisão de afastar bin Sulayem, que durante anos esteve à frente de uma das maiores operadoras portuárias do mundo.
A saída representa um revés significativo para a DP World, que desempenha um papel estratégico no comércio global e na gestão de infra-estruturas portuárias e cadeias logísticas internacionais.
O caso integra a vaga contínua de repercussões decorrentes da divulgação de documentos ligados a Epstein, que continuam a expor contactos e relações de figuras influentes nos sectores político, financeiro e empresarial em todo o mundo.
A ligação entre o grupo logístico DP World e Angola é estratégica, centrando-se sobretudo na gestão portuária e no desenvolvimento da infra-estrutura logística do país, em particular no Porto de Luanda, sob uma concessão de 20 anos.
O acordo prevê investimentos de cerca de 190 milhões de dólares para modernizar infra-estruturas, adquirir equipamentos e aumentar a eficiência operacional do terminal, dinamizando a movimentação anual de contentores e carga. O terminal funciona como porta de entrada do comércio internacional, ligando Angola aos mercados regionais e globais.