António José Seguro proferiu na noite deste domingo, 8 de Fevereiro, o discurso de vitória nas Caldas da Rainha, depois de ser eleito Presidente da República com 66,82% dos votos, numa segunda volta das eleições presidenciais, um resultado histórico que fez dele o Presidente da República mais votado em eleições presidenciais.
No início da intervenção, o Presidente eleito começou por manifestar pesar pelas 15 vítimas mortais da catástrofe que recentemente atingiu o país, apresentando condolências às famílias enlutadas. “A minha primeira palavra é de pesar pelas 15 vidas perdidas causadas pela catástrofe que nos atingiu”, afirmou Seguro.
António José Seguro dedicou depois palavras de reconhecimento aos eleitores e à participação cívica, sublinhando que “os vencedores desta noite são os portugueses e a democracia”, destacando o voto como afirmação de cidadania, apesar das condições difíceis em que o escrutínio decorreu.
No discurso, o novo chefe de Estado sublinhou a sua independência política, afirmando que exercerá o mandato “livre e sem amarras”, garantindo que essa liberdade será a base da sua atuação enquanto Presidente da República ao longo dos próximos cinco anos.
Apelando à unidade nacional, António José Seguro defendeu que, após o acto eleitoral, termina o tempo da divisão política. “A partir desta noite deixámos de ser adversários e temos agora o dever partilhado de trabalhar para um Portugal mais desenvolvido e mais justo”, declarou, acrescentando que a vitória pertence a todos.
O Presidente eleito reafirmou ainda o compromisso de ser “o Presidente de todos os portugueses”, incluindo os que votaram noutra candidatura, os que se abstiveram e os que não participaram no acto eleitoral, assumindo o cargo com “humildade, emoção e confiança”.
Seguro foi também o candidato mais votado entre os portugueses residentes em Angola, em que obteve 52% dos votos, acima dos 47% de André Ventura, numa votação que não chegou a 100 votos.
Em Portugal, e com esta vitória, António José Seguro inicia um novo ciclo político no país, sucedendo a um período marcado por instabilidade institucional e sucessivas eleições.