Luanda volta a acolher, em Junho, mais uma edição do Angola ICT Fórum (ANGOTIC), o maior evento de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) do país e um dos maiores de África.
Em ano de celebração dos 50 anos da Independência Nacional, o evento deverá reunir mais de 150 empresas e ultrapassar os 20 mil participantes, segundo avançou o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira.
Em entrevista ao Jornal de Angola, o governante sublinhou que o sector das TIC está alinhado com a visão de curto, médio e longo prazo do Executivo, consagrada no Plano de Desenvolvimento Nacional 2023–2027, no Livro Branco das TIC e na Estratégia Angola 2050, assumindo-se como um pilar estratégico para a diversificação da economia, a transformação digital e o desenvolvimento socioeconómico do país.
Segundo Mário Oliveira, Angola tem-se afirmado como pioneira em África no investimento em infra-estruturas digitais, com especial destaque para a expansão da fibra óptica, a conectividade internacional por cabos submarinos e o desenvolvimento do Programa Espacial Nacional. “O objectivo é posicionar Angola como co-líder das TIC na região da SADC e em África”, afirmou.
Entre os marcos do sector, o ministro destacou o lançamento do satélite ANGOSAT-2, em 2022, que classificou como um dos maiores feitos tecnológicos do país. Três anos depois, mais de 80% da capacidade da banda C do satélite já foi comercializada, enquanto a banda Ku deverá atingir 60% até ao final do ano. O ANGOSAT-2 já presta serviços à Zâmbia e estão em curso testes com a África do Sul, além de negociações com operadores internacionais.
No plano social, o governante realçou o impacto do projecto Conecta Angola, que já permitiu o acesso gratuito à Internet a mais de 350 mil cidadãos em zonas remotas, com 23 kits instalados em 16 províncias.
Relativamente ao ANGOTIC 2025, que decorre nos dias 12, 13 e 14 de Junho, sob o lema “50 anos – a comunicar, a conectar e a desenvolver Angola”, Mário Oliveira adiantou que esta será a edição mais internacionalizada do evento. A programação inclui debates, exposições, assinatura de acordos, acções de formação, concursos para startups, uma zona dedicada às crianças (KidZone) e um pequeno museu das comunicações em Angola.
Os principais temas em destaque este ano serão a conectividade, a inteligência artificial, a cibersegurança, o 5G, a Internet das Coisas (IoT), a economia espacial e a confiança digital.
O ministro salientou ainda o papel crescente das startups tecnológicas no ecossistema digital angolano, destacando os incentivos públicos e privados para a inovação, bem como a importância do sector privado no investimento em infra-estruturas e na formação de quadros nacionais.
“Angola está no bom caminho da digitalização”, afirmou Mário Oliveira, acrescentando que o Executivo continuará a apostar na expansão da Rede Nacional de Banda Larga, na inclusão digital e na redução da infoexclusão, de modo a aumentar a contribuição do sector das TIC para o Produto Interno Bruto (PIB) e para a criação de emprego, sobretudo entre os jovens.