Mercado & Finanças

Sector diamantífero regista avanços estratégicos e crescimento sustentável em 2025

A consolidação dos diamantes angolanos no mercado dos Estados Unidos, as negociações para o fornecimento directo de diamantes lapidados a joalharias internacionais, a captação de capital para a diversificação da cadeia de valor e o reforço da marca Angola como produtor fiável e transparente destacam-se como as principais conquistas do sector diamantífero em 2025.

A informação consta do relatório de balanço de actividades da Empresa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama), referente ao ano de 2025, apresentado no âmbito das comemorações do 45.º aniversário da instituição, sob o lema “45 anos de Sustentabilidade que Brilha e Impacto que Transforma”. O documento assinala ainda a adesão de Angola ao Conselho Mundial dos Diamantes Naturais e ao Pacto Global das Nações Unidas.

O relatório evidencia uma trajectória de crescimento sustentável entre 2020 e 2025, período em que a produção aumentou 91%, reflectindo maior maturidade operacional, optimização dos jazigos primários e integração de novos projectos. Em 2025, a produção atingiu 15,2 milhões de quilates, um crescimento homólogo de 8% face a 2024, após um aumento de 24% entre 2023 e 2024 com a entrada em funcionamento do projecto Luele.

Os jazigos primários de Luele e Catoca representaram 91% da produção total, com 13,75 milhões de quilates, enquanto os jazigos secundários permitiram a recuperação de 1,38 milhão de quilates, com destaque para os projectos Chitotolo, Cuango, Somiluana e Furi.

Para mitigar a queda dos preços no mercado internacional, foram vendidos 17,7 milhões de quilates a um preço médio de 101,64 dólares por quilate, permitindo ao Estado arrecadar uma receita bruta de 1,79 mil milhões de dólares. Em 2024, o preço médio situava-se nos 143,92 dólares por quilate.

A descida acumulada de 51% no preço dos diamantes foi influenciada pelo aumento da procura por diamantes sintéticos, pela conjuntura macroeconómica e geopolítica internacional e pela redução do investimento na promoção dos diamantes naturais, cenário que afectou o desempenho global do sector.

Em 2025, estavam registados 65 projectos em prospecção, 79 projectos semi-industriais e vários investimentos em curso. As empresas do sector investiram 74,7 milhões de dólares em prospecção, visando a entrada em produção dos jazigos de Chiri, Luachimba e Cacuilo entre 2026 e 2027.

O sector emprega mais de 30 mil trabalhadores e mantém investimentos relevantes nas áreas ambiental, social e de formação profissional, com destaque para a construção de infra-estruturas de saúde, educação e programas de capacitação técnica, reforçando o compromisso com a sustentabilidade e o desenvolvimento das comunidades.

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