Lucro do JPMorgan cai 2% em 2025 penalizado por provisões ligadas à aquisição do negócio de cartões da Apple. O banco norte-americano JPMorgan abriu a época de apresentação de resultados na banca, ao reportar um lucro de 48,75 mil milhões de dólares em 2025, o que representa uma quebra de 2% face ao ano anterior, segundo os resultados divulgados pela instituição.
O impacto negativo foi mais acentuado no quarto trimestre do ano, período em que o lucro caiu 7% em termos homólogos, para 11,12 mil milhões de dólares. Este desempenho trimestral foi sobretudo explicado pela constituição de provisões no valor de 1,88 mil milhões de dólares, associadas à recente aquisição do negócio de cartões da Apple.
De acordo com o maior banco do mundo em activos, as provisões aumentaram 77% face ao mesmo trimestre do ano anterior, reflectindo o efeito directo da operação com a tecnológica norte-americana.
Apesar da queda dos lucros, o JPMorgan registou um aumento das receitas anuais, que ascenderam a 158,7 mil milhões de dólares em 2025, mais 3% do que em 2024. A margem financeira fixou-se em 82 mil milhões de dólares, igualmente um crescimento de 3%, enquanto as despesas operacionais subiram 4%, para 81,77 mil milhões de dólares.
Excluindo a área de Mercados, as receitas do banco mantiveram-se globalmente estáveis, com uma descida de 2% nas receitas não provenientes de juros. Em sentido contrário, a área de Mercados destacou-se com um aumento anual de 19% das receitas, totalizando 30,61 mil milhões de dólares.
Em termos de rentabilidade, o JPMorgan alcançou um retorno sobre capitais próprios (ROE) de 17% em 2025, menos um ponto percentual do que no ano anterior. No final do quarto trimestre, o rácio de capital CET1 situou-se em 14,5%, abaixo dos 14,8% registados no trimestre anterior e dos 15,7% observados em Dezembro de 2024.
O banco esclareceu que a aquisição do negócio de cartões da Apple teve um impacto negativo de 25 pontos base no rácio CET1.