Mercado & Finanças

Incerteza monetária e tensão geopolítica impulsionam ouro e prata para novos recordes

O dia está a ser particularmente favorável para os activos-refúgio, com o ouro e a prata a atingirem novos máximos históricos na negociação desta segunda-feira, num contexto marcado por incerteza monetária nos Estados Unidos e pelo agravamento das tensões geopolíticas.

O movimento ocorre num momento em que a Reserva Federal (Fed) voltou a estar sob pressão política. O próprio presidente do banco central norte-americano, Jerome Powell, informou que a instituição enfrenta uma acção judicial relacionada com o processo de renovação da sua sede, mas associou o episódio às críticas da Casa Branca à condução da política monetária.

Segundo Powell, a ameaça de processo resulta do compromisso da Fed em definir as taxas de juro no interesse do público, em vez de alinhar com a preferência do Presidente dos EUA, Donald Trump, que tem defendido cortes mais agressivos nas taxas.

“A ameaça de processo é uma consequência do compromisso da Fed em agir no melhor interesse do público”, afirmou Powell, num vídeo divulgado no portal oficial da instituição.

Dólar mais fraco favorece metais preciosos

Este novo episódio reacendeu os receios em torno da independência do banco central norte-americano, pressionando o dólar e criando condições mais favoráveis para a valorização dos metais preciosos, sobretudo para investidores fora dos Estados Unidos.

No início da sessão, o ouro avançava 1,91% para 4.595,82 dólares por onça, depois de ter tocado num novo máximo intradiário de 4.600,33 dólares. Já a prata disparava 5,47% para 84,22 dólares por onça, tendo atingido um pico de 84,60 dólares, também um novo recorde histórico.

“É um lembrete do elevado número de incertezas que os mercados estão a gerir — desde a geopolítica ao debate sobre o crescimento económico e as taxas de juro”, comentou Charu Chanana, analista da Saxo Markets.

Geopolítica reforça procura por refúgio

Além da pressão sobre a Fed, a situação no Médio Oriente continua a alimentar o ‘apetite’ por activos defensivos. Os protestos populares no Irão, que colocam em causa a continuidade da actual liderança, bem como a possibilidade de uma intervenção militar dos EUA no país, aumentaram o prémio de risco nos mercados globais.

Este conjunto de factores tem reforçado a procura por ouro e prata, consolidando o estatuto dos metais preciosos como instrumentos de protecção em períodos de elevada incerteza económica, monetária e geopolítica.

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