O ouro continua a valorizar-se nesta terça-feira, impulsionado pela instabilidade política na Venezuela e pela procura por activos de refúgio. Após a captura do presidente Nicolás Maduro, o metal precioso disparou mais de 2%, reflectindo o nervosismo dos investidores perante os desdobramentos geopolíticos na região.
No início da sessão, o ouro avançava 0,27%, cotado a 4.461,06 dólares por onça, mantendo-se próximo da marca dos 4.460 dólares. O interesse pelo metal decorre sobretudo do ambiente de incerteza: embora o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenha declarado planos de governar o país, Delcy Rodríguez assumiu como presidente interina, exigindo a libertação de Maduro.
“O ouro é um activo de refúgio, por isso tende a ganhar com a escalada de tensão”, explicou um analista do mercado, acrescentando que, a menos que a situação venezuelana se agrave ainda mais, o impacto positivo deverá ser limitado.
A prata também registou ganhos pelo terceiro dia consecutivo. À mesma hora, o metal avançava 1,63%, sendo negociado a 77,91 dólares por onça, o que reflecte o movimento de fuga para activos seguros.
Investidores agora aguardam os dados de emprego nos EUA relativos a Dezembro, que deverão influenciar o mercado global de metais preciosos e determinar a direção do dólar nas próximas sessões.