O ouro está a recuperar terreno esta terça-feira, depois do forte sell-off registado na sessão anterior ter empurrado a cotação para mínimos de duas semanas. O movimento surge num contexto de renovada incerteza geopolítica, da Venezuela ao Médio Oriente, que voltou a reforçar o prémio de risco associado aos metais preciosos, num dia marcado por menor liquidez nos mercados.
“O facto de termos assistido a uma queda tão significativa na segunda-feira evidencia a elevada volatilidade dos mercados, provavelmente agravada pelas condições de negociação mais fracas típicas da época festiva”, explicou Kyle Rodda, analista da Capital.com, em declarações à Reuters.
Nesta sessão, o ouro avança 0,80% para 4.367,15 dólares por onça, depois de ter atingido um novo máximo histórico de 4.549,71 dólares na passada sexta-feira. A recuperação estende-se aos restantes metais preciosos, após as perdas expressivas registadas no início da semana.
A prata valoriza 3,62% para 74,72 dólares por onça, depois de na sessão anterior ter chegado aos 83,62 dólares antes de inverter a tendência e registar a maior queda diária desde 2020. Já a platina, que viveu na segunda-feira a sessão mais negativa da sua história, apesar de ter alcançado um novo máximo de 2.478,50 dólares por onça, recupera agora 1,8%, negociando nos 2.146,81 dólares.
Apesar das correções recentes, os metais preciosos acumulam um desempenho robusto em 2025. As perspectivas continuam favoráveis, sustentadas pela persistência dos riscos geopolíticos, mesmo perante esforços diplomáticos dos Estados Unidos e da União Europeia, e pela expectativa de um novo ciclo de cortes nas taxas de juro por parte da Reserva Federal norte-americana.
Os investidores antecipam pelo menos dois cortes de 25 pontos-base em 2026, um cenário que tende a beneficiar activos que não oferecem rendimento, como o ouro e a prata.