Mercados Financeiros

Ministro dos Transportes defende liberalização do espaço aéreo africano

No encerramento da 57.ª Assembleia Geral das Companhias Aéreas Africanas (AFRAA), realizada em Luanda, com 516 delegados de 49 países, o Ricardo Viegas de Abreu insistiu que o continente já não pode ficar “apenas pelas declarações de intenção” numa altura em que se torna urgente transformar o modelo de negócio através de uma visão estratégica consistente por parte dos operadores do continente.

O ministro dos Transportes disse, e no âmbito do Mercado Único Africano de Transporte Aéreo (SAATM, na sigla inglesa), que a abertura do espaço aéreo é um “imperativo económico, operacional e geopolítico”, reiterando o compromisso angolano com a sua implementação “progressiva e responsável”, acompanhada pelo alinhamento entre reguladores, operadores e infraestruturas, salientou ainda que a actual configuração do mercado resulta em rotas “complexas, dispendiosas e com pouca oferta”.

Ricardo Viegas de Abreu apontou também a necessidade de transformar o modelo de negócio das companhias aéreas africanas, realçando que a pressão sobre a indústria já não permite inação, uma vez que “as circunstâncias externas – combustíveis, custos, pressões regulatórias, tributárias – já não podem justificar a imobilidade”, afirmou, defendendo uma gestão de frota mais eficiente, disciplina financeira e uma visão estratégica consistente por parte dos operadores do continente.

O ministro destacou igualmente o novo Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto (AIAAN) como activo central para a estratégia de Angola na aviação civil, sustentando que a infraestrutura permitirá “elevar o desempenho operacional, aumentar a capacidade e projetar Luanda como `hub` estratégico entre África, América do Sul, Europa, Médio Oriente e Ásia”.

A transformação do sector angolano da aviação, disse, assenta também na modernização da TAAG, na renovação da frota e no reforço institucional. No domínio das parcerias regionais, o responsável destacou o acordo de `code-share` entre a TAAG e a South African Airways, formalizado durante o encontro, apresentando-o como instrumento estruturante para reforçar a integração e melhorar a mobilidade regional.

O acordo, disse, “não é simbólico”, mas sim um “instrumento de política pública e empresarial que melhora a eficiência, aumenta as opções para os passageiros e posiciona Angola como plataforma de ligação continental”.

Ricardo Viegas de Abreu disse ainda que Angola está alinhada com um caminho de “transformação, de rigor e de ambição estratégica”, prometendo continuidade no investimento em capital humano, capacidade técnica, modernização de processos e reforço regulatório.

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