Mercado & Finanças

Governo autoriza venda de 43 unidades hoteleiras para revitalizar turismo

 O Governo deu um novo passo na estratégia de revitalização do turismo ao autorizar a venda de 43 unidades hoteleiras das redes IU, IKA e BINA, actualmente integradas no domínio do Estado. A decisão, foi formalizada através de Despacho Presidencial e pretende atrair investimento privado para acelerar a recuperação do sector.

O Governo angolano avançou com mais uma iniciativa para revitalizar o sector do turismo, ao autorizar a venda de 43 unidades hoteleiras das redes IU, IKA e BINA, actualmente propriedade do Estado. A decisão foi formalizada pelo Despacho Presidencial n.º 341/25, datado de 28 de Novembro, e visa atrair investimento privado, acelerar a recuperação do sector e transformar activos subaproveitados em motores de desenvolvimento económico.

As unidades abrangidas, consideradas activos com elevado potencial económico, estão distribuídas por praticamente todas as regiões do país, reforçando a estratégia do Executivo de promover um turismo descentralizado e ancorado na diversificação económica.

Entre os activos incluídos na operação destacam-se oito hotéis da rede IKA localizados em Benguela, Bié, Cuando Cubango, Cuanza-Sul, Lunda-Norte (Dundo), Huíla (Lubango), Namibe e Luanda (Talatona). O pacote integra também 34 torres IU espalhadas por Cabinda, Icolo e Bengo (Cacuaco), Bengo (Caxito), Cuando Cubango, Bié (Cuito), Cunene, Lunda-Norte (Dundo), Huambo, Benguela (Lobito), Huíla (Lubango), Moxico (Luena), Malanje, Zaire (Mbanza Congo), Namibe, Cuanza-Norte (N’dalatando), Cuanza-Sul (Sumbe), Luanda (Talatona), Namibe (Tômbwa), Uíge e Luanda (Viana). Soma-se ainda uma unidade BINA instalada no Soyo, província do Zaire.

A ministra das Finanças, Vera Daves, será responsável pelo processo, com possibilidade de sub-delegação, em estreita coordenação com o Ministério do Turismo.

Esta medida integra-se numa estratégia mais ampla de fortalecimento do turismo enquanto sector-chave para a diversificação da economia angolana, apostando na mobilização de capitais privados e na valorização de activos estatais.

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