Internacional

Golpe militar na Guiné-Bissau. Horta Inta-A é presidente de transição

O general Horta Inta-A foi esta quinta-feira, 27 de Novembro, empossado presidente de transição da Guiné-Bissau. A cerimónia decorreu no Estado-Maior General das Forças Armadas guineense, um dia depois de os militares terem tomado o poder no país.

O Alto Comando Militar garante que a “restauração da segurança nacional e da ordem pública” são as prioridades para os próximos tempos. Mas não avançam com qualquer data para que seja restabelecida a ordem constitucional na Guiné-Bissau.

A Guiné-Bissau enfrenta uma nova crise política, depois de militares anunciarem, esta terça-feira, a tomada de poder no país, suspenderam o processo eleitoral e declararam “controlo total” do território.

As eleições gerais, realizadas no domingo, 23 de Novembro, visavam eleger presidente e membros do parlamento. O presidente em exercício, Umaro Sissoco Embaló, concorria a um segundo mandato, enquanto o principal opositor, Fernando Dias da Costa, reivindicava a vitória. O maior partido da oposição, PAIGC, tinha sido excluído da corrida, levantando críticas sobre a transparência do processo.

Na segunda-feira, militares cercaram áreas estratégicas em Bissau e houve relatos de tiroteios junto ao palácio presidencial. O general Horta Nta Na Man foi nomeado “presidente de transição”, com um mandato de um ano. Fontes indicam que o presidente Embaló foi detido pelos militares.

A reação internacional foi imediata. A União Africana e a CEDEAO condenaram o golpe e exigiram a libertação de Embaló e a restauração da ordem constitucional. Portugal e Brasil apelaram ao diálogo pacífico e ao respeito pelos resultados eleitorais. A instabilidade política no país, com histórico de golpes e crises institucionais, levanta preocupações sobre a credibilidade da democracia, a segurança da população e a economia.

Nos próximos dias, a comunidade internacional e a população local vão acompanhar a evolução da situação: a libertação de presos políticos, a possível retoma do processo eleitoral e as medidas do governo de transição serão determinantes para o futuro da Guiné-Bissau.

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