Internacional

Tornozeleira electrónica sabotada pôs fim à prisão domiciliar de Bolsonaro

Pouco antes de começar a cumprir uma pena de 27 anos, o ex-presidente do Brasil usou um ferro de soldar para danificar o dispositivo de rastreamento, a chamada pulseira electrónica ou usando a expressão brasileira tornozeleira electrónica. O alerta de emergência chegou à polícia brasileira às 00h07 de sábado: a tornozeleira eletrónica do ex-presidente havia sido adulterada.

Os agentes entraram na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro e encontraram o monitor eletrónico carbonizado e retorcido, mas ainda preso ao corpo.

Não houve incêndio nem acidente. Jair Bolsonaro, de 70 anos, não tencionava fugir, garantiram os filhos, os apoiantes e os advogados. “Bolsonaro não teria como escapar”, disse Paulo Cunha Bueno, um de seus advogados, aos jornalistas do lado de fora da delegacia onde Bolsonaro está detido em Brasília, a capital. O ex-presidente, acrescentou Bueno, “é um idoso que sofre de sérios problemas de saúde”.

Inicialmente, Bolsonaro disse à polícia que havia batido com força em sua tornozeleira eletrónica e que o aparelho não estava a funcionar bem, mas quando um agente chegou ao local percebeu que havia marcas que indicavam que o aparelho tinha sido queimado. Bolsonaro admitiu ter usado um ferro de soldar para tentar derretê-lo. Em um vídeo da conversa divulgado pelas autoridades, Bolsonaro diz isso mesmo.

Um ministro do Supremo Tribunal Federal ordenou a prisão do ex-presidente por tentativa e perigo de fuga.

Nas semanas que antecederam esta prisão, houve muita especulação sobre quando Bolsonaro começaria a cumprir a pena imposta pelo Supremo Tribunal Federal em Setembro. Bolsonaro permaneceu em prisão domiciliar enquanto um painel de juízes analisava os recursos apresentados por seus advogados. Este mês, o tribunal rejeitou os recursos.

Os advogados têm insistido que devido à idade e ao estado de saúde de Jair Bolsonaro que o mais sensato é que ele cumpra a pena em prisão domiciliar.

Em uma audiência neste domingo, Bolsonaro disse ao tribunal que havia queimado a tornozeleira eletrónica porque os medicamentos lhe causaram “alucinações” e “paranoia” de que o dispositivo pudesse ser usado para espionagem.

Na noite de sábado, os seus apoiantes reuniram-se para uma manifestação em frente à casa de Bolsonaro, pedindo, entre outras coisas, amnistia para o ex-presidente.

Flávio Bolsonaro, senador brasileiro, e um dos filhos, pediu aos presentes que orassem pelo pai e mantivessem a esperança. “Tenham fé”, disse ele à multidão. “A luz vem depois da hora mais escura.”

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