Mercado & Finanças

BNA prevê inflação de 17% para este ano e para 2026 projecta uma descida para 13,5% 

O Banco Nacional de Angola (BNA) voltou a cortar a taxa directora de 19% para 18,5%, anunciou a instituição após a reunião do Comité de Política Monetária, que decorreu entre os dias 17 e 18 de Novembro, na cidade do Dundo, Lunda Norte, e a próxima realiza-se em Luanda nos dias 13 e 14 de Janeiro de 2026.

O banco central decidiu ainda baixar a taxa da facilidade permanente de cedência de liquidez de 20% para 19,5% e a taxa da facilidade permanente de absorção de liquidez de 17% para 16,5%.

A redução das taxas de juro justifica-se “pela evolução favorável dos principais indicadores macroeconómicos, com destaque para a desaceleração consistente da inflação” e pela “avaliação dos indicadores monetários que sinalizam menores pressões inflacionistas no curto prazo”, refere o BNA num comunicado divulgado após a reunião.

O banco central destacou também, na fundamentação para a descida, a trajectória de abrandamento da inflação, que passou para 17,43% em Outubro, depois dos 18,16% registados em Setembro.

O regulador antecipa que a tendência se mantenha até ao final do ano, sustentada pelo “nível de liquidez adequado”, pela maior disponibilidade de bens de consumo e pela estabilidade do mercado cambial.

Para 2025, o BNA prevê uma inflação de 17%, com um desvio possível de 0,5 pontos percentuais, e para 2026 projecta uma descida para 13,5%.

No domínio monetário, a base monetária em moeda nacional — que corresponde ao dinheiro físico em circulação mais as reservas dos bancos comerciais — caiu 0,25% em Outubro, acumulando uma contração de 7,92% no ano e de 8,36% em termos homólogos.

Já o agregado monetário M2 — que inclui depósitos à ordem e a prazo, refletindo a massa monetária total disponível na economia — cresceu 1,13% face ao mês anterior, com variações acumulada e homóloga de 13,16% e 11,75%, respectivamente.

O ‘stock’ de crédito em moeda nacional atingiu 7,06 biliões de kwanzas, representando um crescimento acumulado de 17,36%.

No sector externo, o saldo superavitário da conta de bens caiu 46,63%, passando de 1,01 mil milhões de dólares em Setembro para 539,47 milhões de dólares em Outubro.

Em termos acumulados, o excedente da conta de bens totalizou 12,48 mil milhões de dólares, o que representa uma redução de 35,21% face ao período homólogo.

A diminuição do excedente acumulado resulta da conjugação da queda de 17,03% no valor das exportações e do aumento de 13,50% no valor das importações, correspondente a 1,55 mil milhões de dólares.

As reservas internacionais situaram-se em 15,31 mil milhões de dólares garantindo uma cobertura de 7,87 meses de importação de bens e serviços.

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