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Angola prepara candidatura do Semba a Património Imaterial da Humanidade

Angola está a dar passos firmes para elevar o Semba ao estatuto de Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO. 

De acordo com o ministro da Cultura, Filipe Zau, os trabalhos têm avançado de forma consistente, com o objectivo de inscrever o Semba na lista da UNESCO, à semelhança do que já sucedeu com outros elementos do património cultural angolano, como o Sona, e com ritmos internacionais que obtiveram reconhecimento global. O governante realça que a inscrição do Semba permitirá reforçar a valorização desta expressão artística, apreciada não só em Angola, mas também em várias partes do mundo.

“Trata-se de um património vivo, que identifica o nosso povo e que tem conquistado cada vez mais admiradores, incluindo turistas que procuram experiências culturais autênticas”, afirmou Filipe Zau, sublinhando que a proposta de candidatura poderá ser concluída brevemente. A expectativa é que o reconhecimento internacional possa ocorrer já em 2026 ou num futuro próximo.

A preparação do dossiê conta com o apoio directo de especialistas da UNESCO, que realizaram visitas técnicas ao país e trabalharam com músicos, dançarinos e investigadores locais, recolhendo informação essencial sobre as práticas, tradições e importância sociocultural do Semba. O trabalho envolve igualmente articulação institucional com a Comissão Nacional Multissectorial para a Salvaguarda do Património Cultural Mundial, encarregue de assegurar o cumprimento dos requisitos definidos pela organização internacional.

O Semba, reconhecido como uma das raízes da música moderna angolana, é uma expressão artística que atravessa gerações, acompanhando momentos de festa, convívio comunitário e memória colectiva. A elevação a Património Imaterial poderá contribuir para reforçar políticas de salvaguarda, incentivar a formação de novos praticantes e promover iniciativas de investigação e documentação.

No plano turístico, o Governo acredita que o reconhecimento poderá atrair mais visitantes interessados em vivenciar tradições culturais angolanas. A medida está alinhada com a estratégia nacional de diversificação da oferta turística e promoção da cultura como activo central da imagem do país.

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