A Comissão Europeia está a a investigar se a fabricante chinesa BYD recebeu subsídios irregulares para construir a fábrica de veículos eléctricos na Hungria.
Bruxelas alega que a unidade usa mão de obra chinesa e peças importadas, sem gerar valor económico para a União Europeia.
Se confirmar benefícios indevidos, a BYD deve vender activos, reduzir a produção, devolver subsídios e pagar multa, segundo o Financial Times.
O ministro dos Assuntos Europeus da Hungria, János Bóka, afirmou que o governo não recebeu notificação oficial e ironizou o caso: “Qualquer investimento na Hungria aparece rapidamente no radar da Comissão Europeia”.
O ministro disse que o país cumpre as regras sobre auxílios estatais.
A Hungria recebeu um quarto dos investimentos chineses na União Europeia no último ano.
A fábrica da BYD em Szeged tem orçamento de quatro biliões de euros e cria 10 mil empregos.
A União Europeia permite fábricas estrangeiras, desde que respeitem as normas comerciais. O Regulamento das Subvenções Estrangeiras entrou em vigor em 2023 para evitar distorções no mercado.
Em 2024, uma investigação comercial apontou que a BYD obteve apoio estatal.
A União Europeia impôs tarifas de 17% sobre os veículos. A empresa levantou 5,17 biliões de euros em Hong Kong e anunciou uma fábrica na Turquia.