A Comissão Europeia anunciou hoje que mobilizará 206 mil milhões USD ( 200 mil milhões de euros) para investimentos em inteligência artificial (IA) na União Europeia (UE).
O montante inclui a criação do InvestAI, a iniciativa que visa financiar infra-estruturas de IA, com um novo fundo europeu de 21 mil milhões USD ( 20 mil milhões de euros) para as “gigafábricas”, grandes instalações de IA para o desenvolvimento de modelos mais complexos.
O anúncio foi feito pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante a Cimeira de Ação sobre IA, em Paris. A iniciativa InvestAI financiará quatro fábricas de IA em toda a UE, com o objectivo de desenvolver modelos de IA em grande escala, capazes de processar até 100 mil ‘chips’, quatro vezes mais do que as infra-estruturas actuais.
Bruxelas afirma que as gigafábricas são essenciais para tornar a Europa um líder mundial em IA, permitindo a criação de uma “maior parceria público-privada do mundo” para o desenvolvimento de uma IA acessível a empresas de diferentes tamanhos.
Além da criação das gigafábricas, o InvestAI incluirá um fundo com acções adaptáveis a diversos perfis de risco e retorno, sendo que o orçamento da UE reduzirá o risco do investimento de outros parceiros.
A Comissão Europeia também adiantou outras medidas, como o apoio financeiro a startups e empresas em desenvolvimento, por meio de programas como Horizonte Europa e Europa Digital. Outras iniciativas visam reter talentos, incentivar investimentos públicos e privados e criar espaços comuns europeus de dados.
Adicionalmente, a UE implementou a primeira legislação mundial sobre IA, que entrou em vigor em Agosto de 2024. A Lei de Inteligência Artificial visa proteger direitos fundamentais, regular o uso da tecnologia com base nos riscos e impactos, incluir medidas de transparência, proibir certas aplicações, restringir o uso de identificação biométrica por autoridades policiais.
A IA tem sido usada em diversas áreas, como entretenimento, comércio online, eletrodomésticos e dispositivos eletrónicos, com tecnologias como assistentes virtuais (Siri, Alexa) e sistemas de personalização de conteúdos.