O ministro do Turismo, Márcio Daniel, participou recentemente no UAE – Africa Tourism Summit, reforçando a cooperação internacional para desenvolver o turismo entre Angola, outros países africanos e os Emirados Árabes Unidos.
Márcio Daniel tem defendido a criação de uma voz nacional consolidada para o turismo, com o objectivo de impulsionar o sector através de maior foco e coordenação estratégica.
As suas acções recentes têm-se concentrado na promoção do investimento no turismo como parte da estratégia de desenvolvimento económico do país.
Em Junho, no evento Doing Business Angola 2025, em Lisboa, o ministro apelou firmemente ao investimento em Angola, destacando a aprovação do Programa Simplifica Turismo, que visa facilitar procedimentos administrativos para empresários e investidores, reduzindo a burocracia e aumentando a competitividade do sector.
Em Setembro, visitou as obras de um hotel cinco estrelas da Mully Group em Luanda, evidenciando a importância de infra-estrutura de qualidade para o desenvolvimento turístico.
Outro destaque recente foi a condecoração recebida do Presidente da República, João Lourenço, em reconhecimento pela sua contribuição ao sector.
Entre as estratégias lideradas por Márcio Daniel estão a atração de investimentos para hotéis, eco-resorts, parques temáticos e a promoção de Angola como destino turístico de alto potencial.
Apesar do potencial, Angola enfrenta desafios significativos para se afirmar como destino turístico. O país possui uma riqueza natural e cultural notável, mas continua a lidar com Infra-estruturas inadequadas, serviços turísticos subdesenvolvidos, marketing fragmentado e baixa divulgação internacional.
A burocracia na política de vistos também representa um desincentivo à chegada de turistas estrangeiros. Além disso, a falta de sinalética, estradas em mau estado e informação insuficiente sobre acessibilidade a patrimónios e história local limita a experiência turística.
O Governo tem implementado medidas como isenção de vistos para cidadãos de 98 países e campanhas de promoção externa, mas ainda há necessidade de investimentos em infraestrutura, formação e facilitação de serviços turísticos para alavancar plenamente o sector.