Internacional

Trump envia Steve Witkpff a Moscovo para negociar plano de paz que inclui concessões territoriais à Rússia

O Presidente dos EUA, Donald Trump, enviou o seu enviado especial, Steve Witkoff, a Moscovo para se reunir com Vladimir Putin, num momento em que aumentam as expectativas — e também as tensões — em torno de um possível acordo de paz para a Ucrânia, cuja proposta inicial inclui concessões territoriais à Rússia e tem provocado inquietação em Kiev.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o seu enviado especial, Steve Witkoff, viajará a Moscovo para se encontrar com o Presidente russo, Vladimir Putin, num momento em que cresce a expectativa de um acordo para pôr fim a mais um capítulo negro na história da Europa: a guerra da Rússia na Ucrânia.

Segundo uma gravação divulgada esta terça-feira, 25 de Novembro, pela Bloomberg, Witkoff afirmou a um alto funcionário do Kremlin, no mês passado, que alcançar a paz exigiria que a Rússia assumisse o controlo da região de Donetsk. Na chamada telefónica, realizada a 14 de Outubro com Yuri Ushakov, principal assessor de política externa de Putin, Witkoff sugeriu que seriam necessárias concessões territoriais, aconselhou Ushakov a felicitar Trump e pediu que o processo fosse conduzido de forma “mais optimista”.

Nos últimos dias, reacendeu-se a esperança de um avanço diplomático, embora notícias vindas de Moscovo indiquem que o Kremlin não estará disposto a aceitar o plano norte-americano. O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, deixou claro que a Rússia poderá rejeitar a proposta elaborada por Trump.

Em contraste, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, mostrou abertura para discutir o plano, mas alertou para riscos sérios. “Acreditamos firmemente que as decisões de segurança sobre a Ucrânia devem incluir a Ucrânia; as decisões de segurança sobre a Europa devem incluir a Europa. Porque quando algo é decidido nas costas de um país ou do seu povo, há sempre um risco elevado de que simplesmente não funcione”, afirmou, numa intervenção perante a Coligação dos Dispostos, compostas por países europeus como a França e a Alemanha, cuja cópia foi consultada pela Reuters.

Zelensky recordou ainda que “a guerra da Rússia contra a Ucrânia ainda não terminou”. “Todos os dias, a Rússia mata o nosso povo na linha de frente e ataca as nossas cidades e infraestruturas energéticas. Portanto, enquanto continuam os esforços diplomáticos para acabar com esta guerra, é crucial que os nossos parceiros não se esqueçam de que a Ucrânia ainda precisa de apoio suficiente em defesa, segurança e resiliência”, escreveu na rede social X.

Os Estados Unidos deverão enviar ainda esta semana a Kiev o secretário de Defesa, Dan Driscoll, informam os media norte-americanos.

O plano inicial de Washington gerou fortes preocupações entre as autoridades ucranianas por incluir várias exigências centrais da Rússia, nomeadamente a cedência de território, a redução das Forças Armadas ucranianas e a renúncia à adesão à NATO. Em troca, os EUA ofereceriam garantias de segurança ocidentais destinadas a travar futuras agressões russas.

Zelensky confirmou que o documento foi entretanto revisto e ajustado. Uma fonte próxima do Governo ucraniano disse à agência France-Presse (AFP) que a versão mais recente do plano é “significativamente melhor” para Kiev.

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