O programa, de iniciativa da TotalEnergies, prevê capacitar, nos próximos três anos, micro, pequenas e médias empresas.
Três dezenas de micro, pequenas e médias empresas (MPME) angolanas foram selecionadas para a primeira fase do programa “Mungu”, que visa fortalecer o conteúdo local, em sectores estratégicos para o desenvolvimento económico do país.
O programa, de iniciativa da TotalEnergies e financiada pelo grupo empreiteiro do Bloco 17, prevê capacitar, nos próximos três anos, 200 MPME.
Nesta primeira fase, o grupo de empresas seleccionadas, em 17 províncias angolanas, integram as áreas de mobilidade e logística (6), agricultura e indústria transformadora (3), construção, energias e engenharias (5), tecnologia e telecomunicações (7), educação (5), marketing e comunicação (2) e hotelaria e restauração e turismo (1).
A ser implementado pela Acelera Angola, o programa Mungu tem como foco contribuir para a redução da dependência de produtos e serviços estrangeiros.
Em declarações à imprensa, o chefe de departamento de Sustentabilidade da TotalEnergies, Samora Kitumba, referiu que as grandes corporações, e não apenas o sector petrolífero, são exigentes nos processos de contratação, em termos de critérios e formalismos para que as empresas se candidatem a prestar serviços.
Samora Kitumba realçou que a capacitação das empresas tem como foco dotá-las de elementos necessários para “ombrearem com empresas estrangeiras”.
“Estarem dotadas de todos os ‘skills’, de todos os elementos necessários para poderem apresentar as suas propostas técnicas e financeiras e candidatarem-se a esses processos concursais que são lançados, não apenas pelo sector petrolífero, mas pelo sector financeiro, pelas seguradoras, pelo sector dos transportes, pelo sector da logística”, disse Kitumba.
Segundo o responsável, verifica-se que, “às vezes, falta apenas um empurrão”, acrescentando que o processo de capacitação das 30 empresas vai até o final deste ano.
“As empresas já sabem fazer, já têm o ‘know-how’, mas precisam de estar certificadas, precisam de estar licenciadas, precisam de ter conhecimento, porque a lei exige para participar nesses processos, e é este o grande desafio que nós queremos lançar durante os próximos três anos”, disse o responsável pela TotalEnergies.
No final da capacitação, as empresas ficam dotadas de “uma espécie de selo Mungu”, que lhes vai permitir concorrer com empresas estrangeiras.