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Tim Cook transforma Apple num gigante de 4 biliões de dólares e prepara transição de liderança

Era pós-Steve Jobs foi marcada por crescimento financeiro recorde, expansão global e novos desafios na corrida da inteligência artificial. A Apple é uma das empresas mais valiosas do mundo.

Quando Tim Cook assumiu a liderança da Apple em 2011, muitos analistas em Silicon Valley e em Wall Street previam o declínio da empresa após a saída de Steve Jobs. Quinze anos depois, os resultados contam uma história diferente: a Apple passou de uma valorização de cerca de 350 mil milhões de dólares para aproximadamente 4 biliões, consolidando-se como uma das empresas mais valiosas do mundo.

Durante a gestão de Cook, a receita anual da empresa quadruplicou e os lucros seguiram a mesma trajectória. O iPhone tornou-se um produto global omnipresente, enquanto a Apple expandiu o seu ecossistema com dispositivos como o Apple Watch, serviços digitais, cartões de crédito e conteúdos televisivos.

Um dos momentos decisivos da expansão ocorreu em 2013, com o acordo entre a Apple e a operadora chinesa China Mobile, que abriu o acesso a um dos maiores mercados do mundo e impulsionou significativamente as vendas do iPhone.

O crescimento acelerou ainda mais ao longo da última década. Em 2018, a Apple tornou-se a primeira empresa cotada a ultrapassar a marca de 1 bilião de dólares em valor de mercado, impulsionada pelo iPhone de 10.º aniversário, que introduziu novas funcionalidades como reconhecimento facial e um ecrã de ponta a ponta.

Durante a pandemia, o aumento do trabalho remoto levou a uma nova vaga de procura por iPhones, iPads e computadores Mac, acrescentando mais 1 bilião de dólares à capitalização bolsista da empresa. Actualmente, existem mais de mil milhões de iPhones em utilização em todo o mundo, sustentando também a crescente receita proveniente de serviços e aplicações.

Apesar deste percurso de forte expansão, a Apple tem sido apontada como menos dominante na atual corrida da inteligência artificial em comparação com outros gigantes tecnológicos. Ainda assim, a empresa mantém crescimento sólido em lucros e valorização bolsista.

Com a anunciada saída de Tim Cook do cargo de CEO e a transição para John Ternus, responsável pela área de hardware, abre-se uma nova fase na liderança da tecnológica, levantando dúvidas sobre a capacidade de manter o ritmo de crescimento num contexto tecnológico cada vez mais competitivo.

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