A companhia de bandeira transportou cerca de 966,5 mil passageiros nos primeiros nove meses do ano, mais 5,6% do que em 2025. As rotas intercontinentais e regionais cresceram a dois dígitos, mas os voos domésticos caíram quase 12%.
A TAAG – Linhas Aéreas de Angola transportou aproximadamente 966,5 mil passageiros entre Janeiro e Setembro de 2026, mais 5,6% do que os 915,5 mil registados no mesmo período de 2025. São cerca de 51 mil passageiros a mais, segundo dados divulgados pela companhia, num crescimento puxado pelas rotas intercontinentais e regionais.
O destaque vai para as ligações intercontinentais, que somaram 339,3 mil passageiros, um aumento de 21,4% face aos primeiros nove meses do ano passado. Lisboa mantém-se como o principal destino da operação de longo curso, com 245,3 mil passageiros, seguida de São Paulo, com 83,5 mil. Na prática, a rota de Lisboa representa mais de sete em cada dez passageiros intercontinentais da TAAG.
A rede regional também cresceu de forma expressiva: 272,2 mil passageiros, mais 16,8%. A África do Sul liderou este segmento, com 76,6 mil passageiros nas ligações a Joanesburgo e 67,5 mil nas ligações à Cidade do Cabo.
O aumento do tráfego acompanhou o reforço da capacidade, com os lugares-quilómetro oferecidos (ASK) a crescerem 11,3% em termos homólogos. A companhia destaca ainda o peso crescente dos passageiros em trânsito pelo Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto, que já representam 15,9% do total, mais 4,6% do que no ano anterior, um sinal da aposta em fazer de Luanda uma plataforma de ligação entre África e o resto do mundo.
Voos domésticos em queda
O mercado interno seguiu o caminho inverso. A TAAG transportou 354,9 mil passageiros em voos domésticos, uma quebra de 11,9% face ao mesmo período de 2025. A redução foi acompanhada por um corte de 13,2% na capacidade disponibilizada neste segmento, o que sugere que a queda de passageiros resulta, pelo menos em parte, da diminuição da oferta.
Para melhorar a operação doméstica, a companhia introduziu a 15 de Setembro um novo modelo de venda de bilhetes na rota de Cabinda, que passaram a ser vendidos apenas pelos canais oficiais da transportadora. Segundo a TAAG, o objectivo é gerir melhor a disponibilidade de lugares, reduzir as reservas não confirmadas e tornar a venda de bilhetes mais transparente e previsível numa ligação de grande importância económica e social para a província.
“Os primeiros efeitos” da transformação
O presidente do Conselho de Administração da TAAG, Clóvis Rosa, vê nos números os primeiros resultados das medidas de transformação e modernização da empresa, embora admita que ainda há desafios por ultrapassar. Para o gestor, o crescimento nas ligações regionais e intercontinentais “reflecte o esforço de modernização da companhia” e o reforço da conectividade aérea.
A companhia diz querer continuar a construir uma transportadora mais eficiente e competitiva. Os resultados surgem numa fase em que a TAAG prossegue a transformação operacional, a modernização da frota e a expansão da rede, com o objectivo de reforçar o papel de Angola como plataforma de ligação entre os mercados africanos e internacionais.
Foto: Clóvis Rosa- PCA da TAAG