O objectivo é atrair maior investimento estrangeiro para o sector de minerais não petrolíferos, com foco particular nas promissoras jazidas de cobre e lítio identificadas em várias regiões do país.
Numa tentativa decisiva de capitalizar as recentes descobertas de minerais críticos, Angola anunciou planos para desburocratizar e acelerar significativamente o processo de atribuição de direitos mineiros.
A iniciativa, liderada pelo Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET) e a ANPG, visa reduzir o tempo de licenciamento que, até agora, tem sido um dos principais entraves para os investidores internacionais.
As medidas incluem a digitalização de procedimentos, a criação de uma “janela única” para investidores e a revisão de regulamentos para garantir maior celeridade e transparência.
O Governo angolano vê na exploração destes minerais estratégicos uma peça-chave para a diversificação da economia nacional, actualmente muito dependente do petróleo e diamantes.
O cobre e o lítio, essenciais para a transição energética global e a produção de veículos eléctricos e baterias, representam uma oportunidade de ouro para Angola se posicionar no mercado internacional de minerais críticos.