Os salários dos principais banqueiros voltaram a subir de forma significativa em 2025, tanto nos Estados Unidos como no Reino Unido, ampliando o fosso salarial no sector financeiro.
Nos EUA, os líderes dos seis maiores bancos receberam, em média, mais de 40 milhões de dólares cada, enquanto no Reino Unido as remunerações oscilaram entre cerca de 7 milhões e 17 milhões de euros.
De acordo com o jornal Financial Times, que analisou a evolução das compensações, os aumentos agravaram as desigualdades salariais no sector. Nos Estados Unidos, os presidentes executivos dos maiores bancos registaram subidas médias de cerca de 22% face a 2024, acumulando perto de 250 milhões de dólares no total.
Entre os valores mais elevados, David Solomon, do Goldman Sachs, recebeu 47 milhões de dólares em bónus, acções e fundos geridos pelo banco. Jamie Dimon, do JPMorgan Chase, arrecadou 43 milhões, enquanto Ted Pick, da Morgan Stanley, somou 45 milhões. Jane Fraser, da Citigroup, recebeu 42 milhões — incluindo um bónus de retenção de 25 milhões — e Brian Moynihan, do Bank of America, terminou o ano com 41 milhões de dólares.
O aumento médio de 22% acentua uma disparidade já significativa: em 2024, a remuneração destes executivos era cerca de 298 vezes superior ao salário médio de um trabalhador bancário.
No Reino Unido, a escalada salarial foi igualmente acentuada, embora os montantes sejam menos elevados. Charlie Nunn, do Lloyds Banking Group, recebeu 7,4 milhões de libras (9,3 milhões de dólares), o valor mais alto em mais de uma década para o banco. Paul Thwaite, do NatWest Group, atingiu 6,6 milhões de libras (8,3 milhões de dólares) , o melhor registo desde 2010. Já C. S. Venkatakrishnan, da Barclays, estabeleceu um novo recorde com 15 milhões de libras (18,9 milhões de dólares).
Nos dois lados do Atlântico, os grupos financeiros beneficiaram de lucros crescentes, valorização bolsista e de uma agenda de progressiva desregulamentação, factores que ajudaram a sustentar os aumentos salariais.