Em 2025, os sectores dos recursos minerais, petróleo e gás, bem como o dos transportes, estiveram no centro da agenda económica angolana. Neste cenário, ganharam particular visibilidade o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Pedro Azevedo, e o ministro dos Transportes, Ricardo Viegas de Abreu.
À frente do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Pedro Azevedo teve um ano particularmente exigente, num momento em que Angola continuou a enfrentar desafios relacionados com a queda da produção petrolífera e a volatilidade dos preços internacionais do crude. Sendo o petróleo a principal fonte de receitas fiscais e de exportação do país, o desempenho do sector teve impacto directo nas contas públicas, no equilíbrio orçamental e na capacidade de financiamento do Estado.
Em 2025, o ministro manteve o foco na atracção de investimento, na revitalização da produção e na promoção de novos projectos de exploração, procurando mitigar o declínio estrutural do sector petrolífero. Paralelamente, reforçou o discurso sobre a diversificação dentro do próprio sector, com maior aposta no gás natural e no desenvolvimento dos recursos minerais sólidos, vistos como áreas estratégicas para reduzir a dependência exclusiva do petróleo.
Até ao último dia do ano, manteve níveis de exigência compatíveis com verdadeiras reformas e alertou os agentes económicos do sector para o muito que ainda há para fazer.
Já no sector dos transportes, Ricardo Viegas de Abreu destacou-se num ano marcado por decisões sensíveis e elevado impacto social. O aumento dos preços dos combustíveis, no âmbito da reforma dos subsídios, teve reflexos imediatos no custo do transporte público e de mercadorias, colocando o ministério sob forte pressão pública e mediática.
O ministro foi chamado a gerir os efeitos desses ajustamentos, assegurando a continuidade dos serviços, o diálogo com operadores e a mitigação do impacto sobre a mobilidade urbana e a logística nacional. Em simultâneo, manteve em curso a agenda de modernização das infra-estruturas de transporte, com enfoque nos corredores logísticos, no transporte ferroviário e na melhoria da eficiência dos portos e aeroportos – com o Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto (AIAAN) a entrar em funcionamento pleno em 2025 e a assumir como um hub africano. Estas infra-estruturas são essenciais para a competitividade da economia nacional.
Em conjunto, os dois ministérios desempenharam um papel determinante na dinâmica económica de 2025: o dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, pela sua influência directa nas receitas do Estado, e o dos Transportes, pelo impacto transversal na economia real e no quotidiano dos cidadãos, o que deu destaque aos homens que tutelam as respectivas pastas: Diamantino Pedro Azevedo e Ricardo Viegas de Abreu.