O Programa de Privatizações (PROPRIV) já permitiu a privatização de 121 activos públicos, desde o seu arranque em 2019, de um universo inicial de 170. Os dados foram apresentados após a primeira reunião de 2026 da Comissão Inter-Ministerial do programa.
De acordo com o Secretário de Estado das Finanças e do Tesouro, faltam privatizar 49 activos, processo que deverá ser concluído ao longo de 2026, ano previsto para o encerramento formal do PROPRIV.
Em termos financeiros, o Estado celebrou contratos com investidores privados avaliados em 1,275 bilião de kwanzas, tendo já recebido mais de 700 mil milhões de kwanzas.
O impacto no emprego foi também destacado. Segundo os dados apresentados, o programa contribuiu para a manutenção e criação de mais de 5.000 postos de trabalho. Entre os exemplos referidos está uma fábrica de montagem de viaturas resultante do processo de privatização, que emprega mais de 1.400 trabalhadores.
O programa abrangeu activos de vários sectores, incluindo banca, indústria e seguros. No mercado de capitais, registaram-se operações com instituições como BAI, Caixa Angola, ENSA, BODIVA e BFA, contribuindo para maior actividade bolsista.
Para 2026 estão previstas novas operações, entre as quais a venda da participação estatal no Standard Bank Angola e a abertura de capital da Unitel em bolsa, ambas indicadas para o primeiro semestre.
Com o fim do PROPRIV, o Executivo prevê passar a realizar privatizações de forma pontual, fora de um programa estruturado, consoante a estratégia económica e financeira do Estado.
O PROPRIV foi criado com o objectivo de reduzir a presença directa do Estado na actividade empresarial e promover a participação do sector privado na economia.