O Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE) terminou o ano de 2025, com compromissos assumidos no valor de um bilião e 275 mil kwanzas, dos quais mais de 700 mil milhões já entraram nos cofres do Estado, no âmbito do Programa de Privatizações (PROPRIV), reforçando as receitas do Estado e o processo de reestruturação do sector empresarial público.
Em nota enviada ao Mercado, o IGAPE dá conta que terminou 2025 com um total de compromissos assumidos, do ponto de vista daquilo que é o contrato dos assinados, no já referido valor de 1 bilião 275 mil milhões de Kwanzas, dos quais mais de 700 mil milhões de Kwanzas já deram entrada nos cofres do Estado e entre as várias entidades que fazem parte do universo do Estado, e cerca de 500 mil milhões de Kwanzas estão por receber, que vão ser, de acordo com os contratos, pagos ao longo dos vários períodos de pagamento.
O montante resulta da alienação de activos e participações do Estado em várias empresas públicas e participadas, no quadro da estratégia governamental de redução da presença do Estado na economia, promoção do investimento privado e melhoria da eficiência empresarial.
De acordo com o IGAPE, os valores arrecadados reflectem o interesse de investidores nacionais e estrangeiros nos activos colocados à venda, bem como o reforço da transparência e da credibilidade do processo de privatização. O PROPRIV tem sido apontado pelo Executivo como um dos pilares da reforma económica e financeira em curso no país.
Desde o seu lançamento, o programa tem abrangido sectores como a indústria, os transportes, a hotelaria, a banca, as telecomunicações e os serviços, contribuindo para a dinamização do mercado, a atração de capital privado e a criação de novas oportunidades de negócio.
O PROPRIV foi criado em 2019 com uma lista inicial de cerca de 195 empresas e activos a privatizar ou reestruturar, incluindo grandes empresas estatais e participações do Estado em sectores chave da economia. O programa foi estendido até 2026, e continua a envolver vendas totais ou parciais de participações, bem como ofertas em bolsa e concursos públicos.
Algumas empresas com forte impacto económico — como Sonangol, Endiama, TAAG ou Angola Telecom — fazem parte de planos estratégicos de privatização, embora os processos possam ser mais complexos ou mais lentos devido à sua dimensão e importância.